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Ato em Atlanta: “Me convenci a conhecer melhor o partido”

quarta-feira 23 de novembro| Edição do dia

Estudantes secundaristas, terciários, universitários, docentes, trabalhadores, famílias, todos reunidos no local do PTS Lugano com um sentimento comum: a ansiedade de sair às ruas de Atlanta com a camiseta da FIT – Frente de Esquerda (Frente de Izquierda). Dezena de vozes do bairro de Lugano relatam suas experiências e a vontade de mudar essa sociedade desigual.

A prévia começou com um almoço. Entre cantos de “feliz aniversário Juanma”, estudante terciário e “ aqui está a esquerda que se apresenta” foi se aproximando o transporte que levaria dezenas a um ato histórico da Frente de Esquerda. Os gritos de paixão e sentimento por uma corrente política que reivindica toda uma tradição revolucionária, se foram contagiando. Como refletiu Claudia, estudante de psicologia da UBA, “sabia o que esperar, com quem iria me encontrar: mulheres lutando pela libertação do patriarcado, trabalhadores e trabalhadoras batalhando por seus postos de trabalho com as fábricas tomadas, não estava nervosa, nem ansiosa, me sentia feliz, esperando o momento, o momento do encontro com milhares e milhares de companheiras e companheiros que chegavam desde outros pontos da Argentina. Que emoção ver um campo repleto de ideais”.

As ruas eram mares humanos tingidas de roxo e violeta. Também se viu uma grande presença de docentes, alguns com seus jalecos como Facundo que teve a impressão de vivenciar uma “emocionante demonstração da Esquerda. A alternativa ao capitalismo é real e concreta” e Natalia que se disse “pareceu muito impactada e emocionante ver como lotou-se o campo de Atlanta com muita gente [que] coincidiam em estar contra este governo, e contra o capitalismo e em uma mesma luta”. Junto a eles esteve Alicia Navarro Palacios, secretaria de DD.HH e docente histórica do bairro e Guilhermo, a docente que interpelou Larreta (político argentino) e sua entrada em cena.

Entre bumbos, trompetes, tambores e papéis deu-se início ao ato da FIT. Um ato que minuto a minuto se enchia de entusiasmo. A juventude foi um ator protagonista, “ nós estudantes secundaristas participamos de um ato histórico rodeados de companheiros e companheiras que se organizam e lutam”, “ esteve cheio de gente, a Frente de Esquerda se mobilizou admiravelmente, veio gente das províncias também” disseram Naza e Ciro, estudantes secundarista do Lola Mora. Os estudantes terciários do Normal 3 também deram sua opinião, assim comentou Lourdes, “Atlanta foi uma festa, é a primeira vez que participei de uma mobilização do PTS e me senti tão orgulhosa ao ver tantos jovens. Por isso me convenci a conhecer melhor o partido de esquerda” e Sofia “vivi o ato como uma enriquecedora experiência. Vi os ideais compartilhados em ação, a força da organização, as individualidades perdidas em um coletivo de luta e a paixão contagiosa da juventude, de princípio ao fim. E até entre os universitários, “ a verdade desde a tribuna se viveu uma festa, uma experiência única, algo que te ia eriçando a pele em cada momento”, mencionava Sol, estudante de direito da UBA.

Uma importante participação operária de todo o país acompanhou as palavras de Cluadio Dellecarbonara e a necessidade de se unir com os mais oprimidos. Por isso, foi uma importante demonstração ver a bandeira de “Trabalhadores imigrantes do PTS” junto a Maria, trabalhadora têxtil Elemento e Yuri Fernandez, trabalhador da fábrica recuperada Brukman.

O ato ultrapassou fronteiras de idades. “Me senti impressionado pela quantidade de gente que foi a Alanta, fazia tempo que não via um ato como este. [E] emocionado pela porcentagem de juventude que forma a esquerda revolucionária isso é uma grande esperança para o futuro” nos dizia Walter, trabalhador e vizinho a Lugano. Famílias inteiras apoiando e aplaudindo os discursos dos oradores tal é o caso de Ari que foi com sua irmã, mãe e sobrinhas “foi uma linda experiência a de participar de um ato tão massivo, onde a juventude cantava com tanta paixão, e por compartilhar com minha família”. Macarena, jovem trabalhadora do bairro sentiu que “todos juntos saímos às ruas por uma razão única, que é lutar por nossos direitos” e Luis, trabalhador municipal “gostei muito da concentração da gente, me fez recordar outros tempos, não tenho dúvida que a união faz a força. ”

Pão e Rosas Lugano entrou com sua própria bandeira e dezena de companheiras que acompanharam em cada manifestação de “Ni Una a Menos” (“Nem uma a menos”) e no ultimo Encontro Nacional de Mulheres. Se referenciaram no discurso de Myriam Bregman e seu chamado a se organizarem e em comissões de gênero, “ o discurso da ‘russa’ foi inspirador no nível pessoal, já que deixou bem claro que abram espaço para a mulher trabalhadora porque temos em nossas mãos nossos destinos, conseguir o aborto, seguro, legal e gratuito. E como se escutou bem forte em Atlanta ‘se encostam em uma, organizamos milhares! ’” Claudia, enfermeira.

Entre fogos de artifícios e o discurso de Nicolas del Caño, se deu o fechamento do ato. E se tem alguma coisa que ficou clara, é que a FIT saiu e ocupou o campo, e não só saiu vitorioso o partido, mas senão que agora mais que nunca vai por tudo. Porque se em algo coincidiam todos, foi que o ato marcou um antes e um depois.




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