PARAÍBA

Ato e mobilização em Campina Grande fortalece a luta contra a PEC 241

Na terça-feira, 25 de outubro, o governo golpista de Temer vai colocar a Proposta de Emenda à Constituição PEC 241/2016 em votação em segundo turno na Câmara dos Deputados.

Shimenny Wanderley

Campina Grande

terça-feira 25 de outubro| Edição do dia

Em Campina Grande (PB) nessa segunda-feira dia 24, assim como em outras cidades do país, aconteceu um ato contra a PEC 241, conhecida como a “PEC do fim do mundo”, que faz parte do pacote de ajuste fiscal do Governo golpista de Temer que pretende congelar por 20 anos as despesas primárias da União aos recursos do ano anterior, corrigidos somente pela inflação do período, para aumentar o superávit primário e destinar recursos ao pagamento de juros e amortização da dívida pública, o que significa um “roubo do futuro” congelando, entre outros, gastos com a educação e a saúde.

O dia também foi de paralisação dos docentes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), aprovada em assembleia no dia 20 de outubro.

O ato foi realizado na Praça da Bandeira e contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas entre estudantes, entidades estudantis e sindicais e setores da esquerda que saíram em caminhada pelas principais ruas do centro da cidade.

Desde o Esquerda Diário participamos de forma unitária contra os ataques do governo golpista de temer, mas com independência política, com a distribuição de panfleto com nossa declaração política com base nesta matéria do Esquerda Diário.

A CUT e a CTB, que se colocam contra a PEC em seus discursos, ainda não se mobilizaram de fato para travar uma luta real contra os ataques desse governo golpista, fazendo apenas suas aparições nos atos mas sem organizar e mobilizar os trabalhadores pela base para construir uma greve geral que pare o país.

As manifestações contra a PEC 241, que ocorreram em várias cidades do país, demostram que a juventude tem disposição para lutar contra os ataques do governo golpista. Expressa pelas ocupações das escolas ocupadas que já passam de 1.000 é a juventude mostrando que o caminho para barrar os ataques é se organizando para lutar. É preciso que a juventude e a classe trabalhadora se unifiquem numa grande luta contra a PEC 241 e contra os ataques do governo como a reforma trabalhista que pretende rasgar a CLT e a reforma da previdência que quer retardar ainda mais o direito à aposentadoria.

Somente com uma greve geral poderemos barrar a PEC 241 e todos os ataques do governo golpista de Temer.

Exigimos das centrais sindicais, especialmente da CUT e CTB, que rompam sua trégua e organizem uma Greve Geral, desde as bases, para lutar contra todos esses ataques.




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