Juventude

COM KIM KATAGUIRI

Ato do MBL contra ocupações na UFRGS fracassou e reuniu míseras 100 pessoas, nem todos estudantes

quarta-feira 16 de novembro| Edição do dia

O ato contra as ocupações reuniram cerca de 100 pessoas, nem todos estudantes da universidade, como o Kim Kataguiri, Ramiro Rosário (vereador pelo PSDB), Banda Loka Liberal e outros amigos do MBL. Número infinitamente menor que cada assembleia de curso que decidiu pela ocupação, mostrando como a maioria dos estudantes que vem ocupando a universidade contra a PEC possui um respaldo bem maior do que o movimento do MBL.

A assembleia que votou a ocupação da Letras possuía muito mais de 100 estudantes. A assembleia do IFCH reuniu cerca de 500 estudantes que votaram pela ocupação. A assembleia da biologia reuniu mais de 100 estudantes. A assembleia do direito reuniu centenas de alunos. A lista é longa e numerosa, diferente do ato promovido pelo MBL…

A palavra de ordem mais cantada durante o ato era “desocupa, desocupa!”. Os cartazes diziam “queremos estudar”, “quero estudar” e “ocupação é crime” (ironicamente bem no dia em que aliados do MBL, como os intervencionistas, ocuparam o Congresso nacional cantando a favor de seu herói Sergio Moro). Observando os vídeos do MBL, era perceptível que o nível de argumentação dos integrantes do ato se assemelhavam às caixas de comentários do G1. Nada foi dito sobre como resolver a enorme crise na qual se encontra o país, a intenção era atacar as ocupações e a esquerda - objetivo fracassado.

Nem a “ilustre” presença do líder do MBL, Kim Kataguiri, foi capaz de organizar um número suficiente para se opor ao movimento de ocupações na universidade que já atinge 38 cursos, 4 campi e centenas de alunos. O ato do dia 11 em Porto Alegre foi um dos maiores do ano, e certamente um dos mais expressivos do país, e reuniu cerca de 20 mil pessoas para declarar em alto e bom som que não vamos aceitar o trator de retirada de direitos.

Mas para avançar no movimento, as ocupações não podem ficar fechadas em si mesmas. É necessário massificar o movimento, trazer mais estudantes para as assembleias de curso, unificar as ocupações e sair às ruas para ganhar o conjunto da população para nossa causa. Sabemos que a luta é dura e o movimento estudantil sozinho dificilmente conseguirá dobrar o governo Temer.

Em cada assembleia de curso, nós da Faísca - Anticapitalista e Revolucionária e do Esquerda Diário viemos expressando a necessidade de se aliar aos trabalhadores, exigir das centrais sindicais que organizem a greve geral de fato, com assembleias em cada local de trabalho, a fim de desenvolver um ciclo de lutas que consiga derrotar o conjunto do ajuste fiscal de Temer (não só a PEC 55, mas também a reforma da previdência, a trabalhista, a MP do ensino médio, etc).




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