Gênero e sexualidade

8M

Ato do 8M no RS reúne milhares de mulheres e apoiadores contra bolsonaro e as reformas

Milhares de mulheres se juntaram no ato do Dia Internacional da Mulher, que ocorreu nesta segunda, 09, para protestar contra a opressão patriarcal de nossa sociedade, cuja ideologia machista legitima a submissão das mulheres, a desigualdade salarial no mercado de trabalho, e o controle dos corpos femininos através da proibição do aborto.

terça-feira 10 de março| Edição do dia

Na concentração do ato, que aconteceu na Esquina Democrática, mulheres representantes de partidos e de movimentos sociais revezaram falas no carro de som e denunciaram diversos tipos de violências enfrentadas pelas mulheres atualmente e se posicionaram contrárias às políticas dos governos de Bolsonaro, Eduardo Leite (PSDB) e Marchezan (PSDB).

O coletivo de mulheres Pão e Rosas, composto por jovens, estudantes e trabalhadoras esteve presente desde a concentração, fazendo uma forte agitação, ecoando as palavras de ordem contra Bolsonaro, as reformas, pelo direito ao aborto e por justiça a Marielle.


Passado mais de 1 ano do governo Bolsonaro e da ascensão de toda uma conjuntura reacionária, testemunhamos o crescimento dos dados de violência contra a mulher e até de feminicídios, fruto da legitimação por parte desses governantes reacionários. Como exemplo, apenas na capital paulista os dados apontaram um aumento de 167%.

Temos 1 ano de um governo em que uma mulher, na figura da ministra Damares Alves, é a principal mantenedora da opressão às mulheres, defendendo políticas obscurantistas como a abstinência sexual como política contraceptiva, enquanto criminaliza sob todas as formas o direito ao aborto legal, seguro e gratuito.

Porém, não é apenas contra o incremento da violência de gênero e da opressão, que as mulheres saem às ruas para protestar. De um modo geral, os políticos capitalistas vem atacando as condições de vida das mulheres, através das reformas contra a classe trabalhadora, mas que atingem especialmente as mulheres.

As mulheres precisam seguir na linha de frente desse combate ao reacionário governo e todos ataques, protagonizando também a construção dos próximos atos, no dia 14 por justiça a Marielle, que segue como uma ferida aberta do golpe institucional, e também na construção de um contundente dia 18 de março contra o autoritarismo de Bolsonaro. Para garantir que essa data seja contundente e se enfrente com Bolsonaro e todas as reformas é preciso batalhar por assembleias em cada local de trabalho e estudo para impor aos sindicatos e as centrais.




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