Mundo Operário

READMISSÃO DOS METROVIÁRIOS

Ato denuncia demissões no Metrô de SP e exige readmissão de Marlon

Mais de 100 metroviários lotaram a escadaria do CCO (Centro de Controle Operacional) do metrô de SP, ao lado da estação Paraíso, para denunciar as demissões que vem ocorrendo no Metrô de SP em decorrência da política de privatização e privatização e terceirização do governo Alckmin (PSDB).

sexta-feira 23 de fevereiro| Edição do dia

Estavam presentes no ato metroviários de várias áreas, diretores do sindicato, e em grande maioria operadores de trem da linha 1 Azul que vem se mobilizando contra as demissões, em setoriais, tirando fotos de apoio nas escalas e postos de trabalho. Organizaram também um abaixo assinado, que foi entregue ontem, bastante representativo de toda a base, pelo cancelamento da demissão de Marlon. Operador de trem que é um das dezenas que foram demitidos por "baixa produtividade " no Metro-SP.

O critério de baixa produtividade vem sendo utilizado pela empresa (através de um programa chamado Conte Comigo) para disfarçar o verdadeiro motivo desse processo de demissões em massa. Decorrente da substituição da mão de obra por uma mais barata (com menos direitos), através do avanço da terceirização e privatização.

Os manifestantes denunciaram isso, e logo nas falas de abertura diziam que se alguém havia que sair da empresa por baixa produtividade, justamente seria a chefia e os diretores da empresa, que na sua alta cúpula também são suspeitos de envolvimento nos escândalos de corrupção.

Durante manifestação, o coordenador do tráfego da Linha 1, Wellington, aceitou receber uma comissão de 5 pessoas, para receber o abaixo assinado, que foi formada por 3 diretores do sindicato e 2 operadores de trem.

Guarnieri, operador de trem da L1, que participou da comissão, logo após a reunião como coordenador declarou: "Se hoje o que nos trouxe até aqui foi a indignação, temos que sair daqui revoltados com o que foi dito pelo Coordenador, que disse que só é demitido no Metrô quem quer. Ou seja, provoca a gente dizendo, na prática, que Marlon e tantos outros demitidos quiseram sair, enquanto quem deu as ordens foram eles lá de cima. Ainda ameaçou mais trabalhadores de demissão. Nós temos que seguir mobilizados, porque a linguagem que eles entendem é só quando deixamos a chave em cima da mesa e os trens param de funcionar. Não aceitaremos a demissão de Marlon e de mais nenhum outro. E a diretoria do sindicato deve ajudar na próxima semana, a construir setoriais e ter um plano de luta para seguir a pressão junto ao departamento e reverter as demissões".




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