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PROFESSORES CONTRA COVAS E DORIA

Ato de servidores municipais de SP pela revogação do SAMPAPREV reúne milhares

Servidores municipais de São Paulo realizaram assembleia no centro da cidade e aprovaram a continuidade da greve que exige a revogação da reforma da previdência municipal, o SAMPAPREV. Os trabalhadores seguiram em um ato massivo, que reuniu milhares.

quinta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

Os servidores municipais realizaram hoje (7), uma assembleia no Centro de São Paulo, no viaduto do Chá, e aprovaram a manutenção da greve que teve início nesta segunda-feira (2) pela revogação da reforma da previdência dos servidores municipais, o SAMPAPREV, aprovado por Covas em dezembro de 2018. Os trabalhadores seguiram em ato massivo, que reuniu milhares de servidores municipais de diversas categorias. Houve repressão da polícia militar de Doria e uma professora saiu ferida.

A luta contra o SAMPAPREV não é de agora: 2018 foi um ano de luta para os servidores municipais de São Paulo, que construíram uma forte greve, colocando 100 mil trabalhadores nas ruas e atingiram 97% das escolas do município. O primeiro levante do funcionalismo derrotou a proposta de Reforma da Previdência de João Doria (PSDB), mostrando a força dos trabalhadores quando entram em cena e o gigante que é o funcionalismo municipal. Entretanto, em dezembro de 2018, Bruno Covas, atual prefeito de São Paulo, iniciou uma ofensiva às vésperas das férias e terminou aprovando a reforma da previdência dos servidores municipais. Mesmo com a manobra dos vereadores e de Covas, os trabalhadores voltaram às ruas, enfrentando até mesmo repressão policial.


Ato no centro de São Paulo hoje (7) reúne milhares

A traição das centrais sindicais permitiu que, mesmo com o exemplo e disposição de luta dos servidores, o projeto reacionário para descarregar a crise nas costas dos trabalhadores fosse aprovado. Este ano, em assembleia, os servidores novamente se levantam, se provando uma categoria extremamente combativa e iniciam um novo processo de greve pela revogação do SAMPAPREV.

A luta do funcionalismo de São Paulo contra o SAMPAPREV é parte da luta contra o plano nacional, encabeçado pelo governo Bolsonaro, de aprovar uma reforma da previdência para todos os brasileiros. Em nome da manutenção do lucro dos capitalistas, Bolsonaro prepara uma reforma da previdência ainda mais violenta do que do golpista Michel Temer, com propostas que farão com que trabalhemos até morrer. Paulo Guedes, ministro da Fazenda, apresentou ontem (6) algumas propostas para a reforma que irá fazer sangrar os trabalhadores do país inteiro, estabelecendo uma idade mínima igual para homens e mulheres, ignorando totalmente as duplas e triplas jornadas de trabalho as quais são submetidas as mulheres trabalhadoras com o trabalho doméstico. Além de incentivar que mulheres tenham filhos para abaterem a idade de aposentadoria, um evidente ataque de cunho misógino de um governo que vai precarizar ainda mais mulheres, negros e LGBTs.

Leia também: Profs e servidores de SP: tomar nas mãos a luta pela revogação do SAMPAPREV e abrir caminho para luta contra a Reforma da Previdência




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