Juventude

Ato de secundaristas contra a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio ocorre em São Paulo

Nessa quarta feira ocorreu em São Paulo um ato de estudantes de ensino médio contra a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio, realizadas pelo governo Temer. O ato saio da zona oeste da cidade ate o instituto Tomie Ohtake. Esse ato é parte da luta nacional da juventude que esta ocupando centenas de escolas e universidades pelo país.

Odete Cristina

São Paulo

quarta-feira 9 de novembro| Edição do dia

O ato começou as 8 horas da manha, saindo do metro Butantã, na região oeste da capital, compunham o ato estudantes do ensino médio da cidade, principalmente das escolas “Andronico” e “Ana Rosa”. O ato seguiu a avenida Vital Brasil, passando pela escola Fernão Dias até o instituto Tomie Ohtake.

A passagem pela escola “Fernão Dias”é história, uma vez que essa escola é referencia de luta desde o processo que ocorreu em 2015 contra a reorganização escolar, que derrotou o governo tucano de Alckmin.

O ato terminou no instituto Tomie Ohtake, onde ocorria um seminário do Unibanco para discutir a reforma do ensino médio. Essa reforma impulsionada pelo governo Temer deve acabar principalmente com as áreas de humanas, como filosofia, sociologia, história. O governo esta realizando uma campanha a favor da reforma levantando uma “suposta” possibilidade de escolha do estudante da área de estudo. Contudo na pratica significa transformar a escola em uma formação técnica e voltada para o mercado.

Essa reforma que busca precarizar mais a carreira do professor e acabar com a formação humana e critica da juventude, esta sendo alvo de resistência pelo país, chegaram a mais de mil ocupações de escolas e universidade. O ato chegando ao instituto Tomie Ohtake, tentou ser impedido pelos seguranças locais, contudo os estudantes conseguiram burlar a repressão e realizaram uma ocupação relâmpago com um jogral denunciando os ataques.

A chapa que esta disputando o DCE da USP, “Primavera nos dentes” fez parte do ato, acompanhando os estudantes secundaristas, chamando a necessidade da unificação das lutas desde as bases. E colocando a urgência de que a força espontânea que a juventude vem mostrando nas ocupações se unifique com os trabalhadores, chamando estes a uma luta unitária contra os ajustes do governo que quer a partir da reforma do ensino médio e da PEC 241, condenar o futuro da juventude e precarizar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores e de toda a população.




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