Internacional

ATO CONTRA BOLSONARO

Ato da Frente de Esquerda argentina repudia visita de Bolsonaro e apoia luta contra reforma da previdência

sexta-feira 7 de junho| Edição do dia

A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT na sigla em espanhol) encabeçada pelo PTS – Partido dos Trabalhadores Socialistas (organização irmã do MRT na Argentina), e integrada pelo Partido Obrero e pela Izquierda Socialista, organizou um grande ato contra a visita de Jair Bolsonaro ao país vizinho nesta quinta-feira.

O ato contou com uma importante coluna dos partidos integrantes da Frente de Esquerda para repudiar a visita de Bolsonaro, que está alinhado não apenas com a política econômica de ajustes que também é uma característica marcante do governo Macri na Argentina, mas também com sua política de subordinação ao imperialismo americano e ao governo Trump.

Como ressaltou Myriam Bregman, legisladora dirigente do PTS e do grupo de mulheres Pão e Rosas, Bolsonaro é parte do avanço imperialista na América Latina ao lado de Macri que também apoiou a ingerência do governo Trump na Venezuela.
Também na Argentina assim como no Brasil as mulheres disseram não ao Bolsonaro machista, misógino e homofóbico.

"Viemos com uma importante coluna das organizações de esquerda para repudiar a visita de Bolsonaro. É um candidato machista, misógino e homofóbico, e é parte do avanço do imperialismo de Trump e dos EUA na América Latina", disse Myriam.

Myriam Bregman, legisladora de Buenos Aires e dirigente do PTS-FIT

Myriam Bregman, comentou também sobre a força dessas mulheres e sua luta internacional e que o ato protagonizado pelas trabalhadoras e trabalhadores argentinos tem como intenção apoiar os massivos protestos contra os cortes à educação e contra a reforma da previdência protagonizados pelos estudantes e professores brasileiros que segundo Myriam são um exemplo de que Bolsonaro não é imbatível e que é possível vencer.

"Seus governos estão alinhados não apenas no econômico, todos conhecemos as políticas de ajuste que querem levar adiante e também o que opinam da política externa com os Estados Unidos, creio que isso começa a ser fortemente rechaçado no Brasil. Acompanhamos os estudantes e professores brasileiros que vem fazendo mobilizações muito massivas e que são um exemplo de como se enfrenta um político como este", disse.

Esta importante demonstração de internacionalismo operário por parte da Frente de Esquerda argentina é um exemplo das tarefas comuns que irmanam os trabalhadores de ambos os lados da fronteira. Se os trabalhadores brasileiros, junto à juventude, derrotam Bolsonaro, Maia e o STF derrubando a reforma da previdência, seria um enorme trunfo para os trabalhadores argentinos que enfrentam os ajustes do FMI, Macri e dos governadores (diante dos quais o kirchnerismo, aliado da Igreja, das burocracias sindicais e dos governadores do PJ não representa nenhuma alternativa, já que promete seguir subordinando-se ao FMI).

A Frente de Esquerda argentina, a única força política anticapitalista, operária e socialista no país, já havia se pronunciado contra o golpe institucional no Brasil, e contra os ajustes que o governo de extrema direita de Bolsonaro busca aplicar no Brasil. É a única força política nacional que propõe a ruptura com o FMI e o não pagamento da dívida pública, com um programa para que os capitalistas paguem pela crise. Se triunfam na Argentina, da mesma maneira, fortalecem enormemente nossa luta no Brasil.




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