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ARGENTINA

Ato da FIT contra aprovação no Senado do orçamento 2019

quinta-feira 15 de novembro| Edição do dia

Nesta quarta-feira, 14 de novembro, realizou-se uma manifestação e ato na Cidade Autónoma de Buenos Aires no momento em que o Senado se disponha a aprovar, num acordo entre macristas e peronistas, o orçamento para 2019 à serviço do Fundo Monetário Internacional (FMI). Desde às 15 horas num Congresso quase blindado pela polícia e demais forças repressivas, estavam concentrados desde a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT), encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS) junto com o Partido Operário (PO) e Izquierda Socialista (IS), trabalhadores, mulheres e a juventude que são contrários a mais este ataque.

Para ter uma mínimo noção do que este orçamento significa, o Movimento de Agrupações Classistas (MAC) impulsionado pelo PTS, explica que este orçamento significa uma redução de 10% em Cultura e Educação, 4% em Saúde, 31 % em Vivendas e Obras Públicas, 11 % nas pensões e 55% no plano de erradicação da violência contra as mulheres, enquanto destina 600 milhões para pagamento da dívida.

É um verdadeiro plano de guerra contra os trabalhadores, como foi apresentado nesta matéria.

Depois da concentração frente ao Congresso realizou-se uma mobilização e um ato de encerramento no qual foi lido um documento unitário da FIT e além de Nicolás del Caño e Myriam Bregman pelo PTS, também estiveram presentes lideranças do PO e a IS.

Durante o ato realizamos um vídeo por Esquerda Diário desde o Congresso, antes da aprovação, com uma síntese desta nova jornada de luta no país.

A importância política do ato é que foi o único que expressou críticas tanto ao governo de Macri, como as distintas variantes do peronismo que apoiaram este brutal ataque às condições de vida dos trabalhadores para aprovar os planos de Lagarde e o FMI. Na madrugada de quinta-feira, 15 de novembro, foi aprovado por 45 votos contra 24 e 1 abstenção. Sem apoio do peronismo Macri não conseguiria ter aprovado.

A grande maioria da população é contrária ao acordo com o FMI, e a sociedade argentina deu mostras que tem força e bronca para enfrentar estas políticas, mas os dirigentes sindicais estão aguardando resolver tudo nas eleições de 2019. Deveriam olhar um pouco para o Brasil para ver no que deu a política de desmobilização e o peleguismo do Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Enquanto isso a luta continua desde a esquerda na perspectiva de recuperar os sindicatos e colocar em termos estratégicos a serviço da luta de classes contra os ajustes das patronais, de Macri, do peronismo e do FMI.




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