SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Ato contra o feminicidio ocorre em São José dos Campos

terça-feira 1º de novembro| Edição do dia

No último sabado, 29/10, ocorreu uma manifestação em São José dos Campos cujo o nome foi ’’Ni Una Menos’’. Este ato foi em repúdio ao assassinato de Mariana, jovem que foi morta pelo seu ex-namorado em uma festa. Esta manifestação também lembrou do William, jovem homossexual morto após ser espancado numa festa.

Esta manifestação teve como inspiração, as manifestações contra o femenicidio que ocorreram na Argentina. No país vizinho houve uma comoção após a morte de Lúcia, jovem de 16 anos que foi estuprada e morta por quatro pessoas. Casos como Mariana e Lucia demonstram a face cruel do machismo na nossa sociedade, machismo alimentados por Bolsonaro, Malafaia e Feliciano em seus cargos.

O ato saiu da tradicional Praça Afonso Penna e foi até o Sesc - SJC. Cerca de 100 pessoas estiveram presente, entre elas a Familia de Mariana.

O Esquerda Diário entrevistou Yara, estudante de Jornalismo da Univap e uma das organizadoras da manifestação

Esquerda Diário - Conte mais sobre a realização desta manifestação?

A realização da manifestação se deu em razão a solidariedade e revolta pelos casos de feminicidios de lucia Pérez e mariana. O motivo foi buscar dar uma maior visibilidade para a violência contra a mulher e casos de feminicidio já que no Brasil os números são bem altos.

Esquerda Diário - Sabemos que setores machista do congresso nacional armaram um golpe institucional. Conte como isso afeta a vida das mulheres?
O retrocesso que está sendo construído por esse novo congresso é gigante. Os direitos das mulheres que já eram poucos, só tendem a diminuir. A pauta não ira avançar , ainda mais com a diminuição do cargo de mulheres.

Esquerda Diário- Na Argentina, milhares de trabalhadores e trabalhadoras paralisaram as fábricas contra o feminicidio e em repúdio a morte de Lúcia. Pra você, qual é a importância da presença dos trabalhadores e trabalhadoras na luta contra o machismo?

Eu acredito que qualquer luta que não faça o recorte de classes é uma luta vazia. As trabalhadoras são as que mais sofrem com o machismo, afinal de contas nossa Economia reproduz a violência machista, já que nossas horas de trabalho sao duas vezes mais longas do que dos homens, já que as tarefas de casa acabam sendo só da mulher. Alem disso ganhamos muito menos que nossos companheiros. A pobreza tem cara feminina e tira a liberdade para dizer não quando estamos dentro do círculo da violência. O não também é privilegio. Muitas trabalhadoras sao dependentes financeiramente dos maridos e acabam aguentando muita violencia. A presença do trabalhador na luta, é a própria conscientização




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