Mundo Operário

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Ato contra as reformas em SBC mostra que é preciso organizar pela base

Neste sábado (8), centenas de trabalhadores se reuniram em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo para marchar contra as reformas do governo golpista de Temer.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

sábado 8 de abril de 2017| Edição do dia

O ato que estava sendo organizado pelo Comite Regional Contra a Reforma da Previdência, dirigido pela CUT e CTB prometia parar a Anchieta, mas pela baixa participação fruto da ausência de assembleias de base e não ter sido num dia de trabalho onde pudesse combinar paralisações que permitissem massificar a luta, o ato percorreu a Marechal Deodoro, uma rua comercial chamando atenção da população sobre os impactos dos ataques recentemente aprovados como a PL da Terceirização irrestrita.

Diretamente do ato, gravei este vídeo e postei na minha página:

O ato foi composto majoritariamente por dirigentes sindicais de diversas categorias que carregavam cartazes contra os ataques, mas sem defender nenhuma medida concreta para organizar a suposta "greve geral" do dia 28 de Abril. A esquerda independente do PT, que também vinha construindo outro Comite, teve uma intervenção sem qualquer exigência a construir um verdadeiro plano de luta ou delimitação dos projetos proposto pela CUT e CTB de canalizar esta força para Lula para a presidência em 2018. A esquerda precisa romper seu seguidismo da burocracia sindical e ser coerente para não acabar trabalhando para o petismo se recompor, e sim para apresentar uma alternativa de independência de classe, que é um exemplo na Frente de Esquerda da Argentina, que recentemente mostrou uma ação contundente e combativa na paralisação nacional deste dia 06 de Abril. Para isso não é possível se diluir completamente como foi a triste cena no ato, onde nem bandeira e nem um bloco próprio existiu.

Nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores participamos do ato num bloco independente para expressar a batalha que viemos dando nos locais de trabalho e estudo e também nos fóruns sindicais como as reuniões da CSP CONLUTAS, para que seja organizado comitês de base para organizar um Plano de luta para construir a greve geral que possa derrotar os ataques e o governo golpista do Temer. Junto com companheiros da Faisca do movimento da cultura, LGBT e da FSA, professores e mulheres do Pão e Rosas fizemos um bloco animado, cantando contra os ataques e defendendo uma greve efetiva que seja construída pela base.

Foto do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Também distribuímos o chamado para o encontro "Como lutar contra as reformas de Temer para que os capitalistas paguem pela crise" que foi muito bem recebido e gerou curiosidade e entusiasmo em lutar pra valer em defesa dos nossos direitos.











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