Mundo Operário

1º de MAIO

Ato-Live 10h30: 1M Classista e Independente - Fora Bolsonaro e Mourão

Chamamos todas as trabalhadoras e trabalhadores, jovens, estudantes, mulheres, negras e negros, LGBTs, a acompanhar e apoiar, junto ao MRT, a realização neste 1 de Maio do Ato-Live Classista e Independente, por Fora Bolsonaro e Mourão.

quarta-feira 29 de abril| Edição do dia

O Ato-Live às 10h30 e o Panelaço e Twitaço às 20h30, com o eixo Fora Bolsonaro, estão sendo convocados em unidade junto a várias entidades, como a CSP-Conlutas e a Intersindical, e organizações, como os companheiros que impulsionam a plataforma Contrapoder.

Esse é um importante contraponto ao primeiro de maio convocado pela burocracia sindical que, como viemos denunciando está organizando um ato político virtual com a participação de políticos reacionários responsáveis pelos maiores ataques à classe trabalhadora, como Maia, Toffli, Doria, Witzel, FHC, e sem qualquer posição contra o governo Bolsonaro, ou qualquer programa para defesa dos direitos dos trabalhadores, dos empregos e das vidas em meio à pandemia.

Por isso, viemos fazendo chamados, batalhando nos sindicatos e debatendo com as organizações da esquerda socialista em defesa de um ato Independente e Classista, e consideramos essa medida um passo importante. O momento exige a unidade dessas forças em um ato democrático, com espaço para que cada organização expresse suas posições. Além disso, defendemos que o ato se posicione não somente contra Bolsonaro, mas tenha como eixo Fora Bolsonaro e Mourão - deixando clara a necessidade de derrubar esse governo, e que não serve aos trabalhadores substituir o capitão pelo general que começou este mês homenageando o golpe militar que “derrotou a ameaça comunista”.

Chamamos a participar desse ato levantando um programa frente à crise sanitária, econômica e social para que ela seja paga pelos capitalistas, não pelas trabalhadoras e trabalhadores. Com a proibição de todas as demissões, uma quarentena com licença remunerada, contra as suspensões de contrato e reduções salariais, e garantindo um salário emergencial que chegue imediatamente a todos que estão sem renda, com valor suficiente para manter uma família. Com testes massivos, leitos equipados, contratação de todos os profissionais da saúde e centralização da saúde no estado, sob controle dos trabalhadores. Com todo o financiamento necessário, a partir do não pagamento da dívida pública. Com a reconversão produtiva para garantir os insumos e equipamentos necessários.

Nós do MRT lutamos também por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, e queremos seguir o debate com todas as organizações da esquerda socialista sobre a necessidade de defender essa medida como condição para que o povo possa realmente decidir sobre uma saída para essa crise, pois o problema que enfrentamos não é somente um governo, mas um regime que desde o golpe de 2016 não pára de avançar em sentido cada vez mais autoritário e fraudulento.

Chamamos também as organizações da esquerda que se reivindicam socialistas e revolucionárias e que até agora não se pronunciaram nesse sentido, como o MES-PSOL e a Resistência-PSOL, a também romperem com o 1M da burocracia sindical e se somarem à construção desse ato independente e classista.

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Também no 1M, participaremos do Ato internacionalista da Fração Trotskysta, e transmitiremos o ato da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores-Unidade, da Argentina, que será um importante exemplo de unidade da esquerda socialista e revolucionária em torno de um programa para que a crise da pandemia seja paga pelos capitalistas.




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