Sociedade

4 ANOS DO DESASTRE EM MARIANA

Atingidos pelo rompimento da barragem em Mariana protestam há quatro anos do crime

Ontem, dia 5, atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão da Samarco/Vale em Mariana, bloquearam a via MG 129 contra a nova licença da mineradora no local e reivindicando justiça pelas vítimas do crime capitalista e por Marielle.

quarta-feira 6 de novembro| Edição do dia

No dia em que se completou 4 anos do crime socioambiental da Samarco/Vale em Mariana, cerca de 200 atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão em 2015 protestaram na cidade, bloqueando uma via que dá acesso à cidade de Barão de Cocais. A motivação é a licença que a mineradora recentemente recebeu para retomar as atividades no local, sem que tenha reparado toda a destruição que causou. No ato foi possível ver imagens de Marielle, por quem os manifestantes exigiram justiça.

A licença em questão foi aprovada há pouco mais de uma semana, com dez votos favoráveis, um contrário e uma abstenção, e prevê que, a partir do momento da publicação da decisão no Diário Oficial do Estado as atividades podem ser retomadas. Os atingidos se posicionam contra essa licença, pois além de ainda não ter reparado os danos ambientais e sociais que causou, com denúncias recentes de doenças graves sendo causadas na população devido à exposição a substâncias presentes na lama tóxica, o Complexo do Germano, onde foi liberada o retorno das atividades, é onde se localiza a maior barragem a montante da América Latina.

Manifestamos todo apoio às menifestações dos atingidos. Certamente Zema e Bolsonaro, tão ou mais aliados das mineradoras dos que foram os governos de Fernando Pimentel e Dilma Rousseff (PT) não concederão nada aos atingidos por barragens de Mariana, Brumadinho, ou qualquer outro lugar em que hajam reivindicações desta população, pois eles governam para os grandes empresários. Mas o Chile mostra o caminho, que por via da mobilização dos setores oprimidos com os trabalhadores é possível impor derrotas a governos ajustadores. Com esses métodos é possível estatizar a Vale sob gestão dos trabalhadores e controle da população, para dar fim a estas catástrofes que nada mais são do que crimes capitalistas.

Leia também: 4 anos de Mariana: não esquecemos nem perdoamos a Vale/Samarco, os governos e o judiciário




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