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Até os ingleses da BBC dizem: "Cala a Boca, Galvão"

Comentarista da britânica BBC criticou Galvão por não parar de falar e atrasar início de uma prova de natação.

quinta-feira 11 de agosto de 2016| Edição do dia

Durante a transmissão de uma prova de natação na Olimpíada do Rio-2016, o narrador Galvão Bueno levou uma bronca de um comentarista esportivo da rede de televisão inglesa BBC.

"O comentarista perto de mim precisa calar a boca durante a largada. Desculpem, todo mundo aqui está quieto durante a largada, a árbitra fez a coisa certa, sabe", disse.

Galvão Bueno estava falando alto demais, em um momento em que o silêncio no complexo esportivo era primordial, para não atrapalhar a concentração dos atletas na hora de ouvir o momento exato da largada. A juíza acabou atrasando o início da prova pela falta de silêncio.

Na Copa do Mundo de 2010, Galvão já havia chamado atenção internacional por conta do meme "Cala Boca Galvão", que estava entre os principais assuntos comentados no Twitter à época.

O padrão do jornalismo dos monopólios nativos chama atenção da mídia internacional. Ainda que de um ponto de vista de classe, do machismo, de expor as mulheres como objeto, os BBBs nativos nada destoam de monopólios estrangeiros, como o controlado por Berlusconi, ou também das posições fascistas do agora candidato a presidente dos EUA, Trump, famoso por sua fortuna e por "reality show" onde demitia pessoas as humilhando. Porém o domínio incontestável da Globo sobre a mídia nacional, vindo desde a ditadura militar que a ergueu a esse patamar, colocou não só nesse monopólio os rumos do jornalismo e da comunicação no país (com monopólios sobre TV a Cabo e importante participação como provedora de Internet), mas como rede que manda na vida nacional. Tentando escolher presidentes da república e até "detalhes" como que horas são os jogos de futebol para não afetar sua audiência e até em que silêncio nadam os atletas nas Olimpíadas.

Com informações da Agência Estado




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