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GOVERNO TEMER

Ataques aos direitos dos trabalhadores rendem a Temer apenas um dígito de aprovação

terça-feira 18 de abril| Edição do dia

Segundo pesquisa nacional do Ibope, publicada pelo Estadão, o presidente Temer tem apenas 9% de ótimo ou bom. Um ponto a menos do que no mês passado e quatro pontos a menos do que em setembro. E essa tendência de queda continuada se expressa anteriormente à divulgação da Lista de Fachin. A pesquisa foi encerrada antes das delações da Odebrecht com citações a Temer e oito de seus ministros terem sido amplamente veiculadas pelas mídias tradicionais e sociais.

O que essa pesquisa expressa é o total descontentamento da população com o governo golpista de Temer, e essa impopularidade se deve aos inúmeros ataques que Temer vem descarregando contra os trabalhadores, como a Reforma da Previdência ou a PL da terceirização irrestrita. Esse descontentamento ficou expresso com a importante enorme disposição de luta que os trabalhadores expressaram no dia 15 de Março, indo às ruas em peso contra a Reforma da Previdência, expressando a rejeição ao presidente golpista Temer, com paralizações nos ônibus e metrôs, expressando o enorme potencial de luta da classe trabalhadora frente a todo esse descontentamento diante dos ajustes implementados por Temer, apesar das centrais sindicais alinhadas aos interesses patronais, como Força e CGT, ou as que se prepararam para transformar esses dias de luta nacional em verdadeiros palanques para construir a campanha Lula 2018, como CUT e CTB.

Uma pesquisa Ibope/CNI mostrou que, em março, o noticiário sobre mudanças na aposentadoria despertou mais do que o dobro da atenção que as notícias sobre corrupção e Lava Jato. O fato, apesar de curioso, comprova que grande parte da população está se atentando para o fato dos interesses do governo de Temer estarem em desacordo com os interesses de quem precisa trabalhar para sobreviver. Somado a isso está a enorme dificuldade em se conseguir emprego que a população, principalmente os mais jovens –
tendência acentuada pela Reforma da Previdência
– vem enfrentando, e a diminuição da renda familiar vinda do trabalho – que também tende a se acentuar com a PL da terceirização irrestrita, que vem para precarizar os postos de trabalho em todas as atividades e, consequentemente, nivelar o valor salarial por baixo. Essa é a equação que explica o resultado de quase 60% dos mais pobres e dois terços dos nordestinos considerarem Temer ruim ou péssimo.

Para potencializar a demonstração de descontentamento com o governo golpista de Temer para além das pesquisas, mas nas ruas e com paralisações em fábricas e setores estratégicos da sociedade como os transportes (metrôs, ônibus, trens e aeroportos) é necessária e urgente levantarmos um plano de lutas que permita aos trabalhadores tomar a luta em suas mãos e impedir que capitalistas despejem os custos da crise sobre seus ombros. Para isso é necessário que se organizem comitês nos locais de trabalho e estudo para construir um plano de lutas que faça do dia 28 um dia poderoso de paralisação, que deve ser feita a partir de assembleias de base, elegendo delegados desde a base que pressione as centrais sindicais a deixarem de trégua com os ataques e de canalizar a insatisfação popular e subordinar toda a luta à eleição de Lula 2018 para a construção de um plano de lutas que torne efetivo seu chamado de greve geral. Somente assim poderemos impor que os capitalistas paguem pela crise que eles mesmos criaram.




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