Política

ATAQUE AOS TRABALHADORES

Ataque aos direitos dos trabalhadores prevê negociação até de férias e 13º salário

Segundo um interlocutor do governo golpista, a ideia é listar tudo o que pode ser negociado para evitar que os acordos que vieram a ser firmados por sindicatos e empresa após a mudança nas regras possam ser derrubados pelos juízes do trabalho.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quarta-feira 10 de agosto| Edição do dia

Farão parte dessa lista os direitos que a própria Constituição já permite flexibilizar em acordo coletivos como jornada de trabalho (oito horas diárias e 44 semanais), jornada de seis horas para trabalho ininterrupto, banco de horas, redução de salário, participação nos lucros e resultados e aqueles que a Carta Magna trata apenas de forma geral e foram regulamentados na Consolidação das Leis do Trabalho. Estão neste grupo, férias, 13º salário, adicional noturno e de insalubridade, salário mínimo, licença – paternidade, auxilio – creche, descanso semanal remunerado e FGTS. Na prática, tudo o que estiver na CLT poderá ser alvo de negociação.

O governo golpista querendo mostra para o que veio

Esta é uma ação do governo golpista de Michel Temer para mostrar para o que veio. A principal intenção do golpe institucional orquestrado pela direita é para avançar mais contra os direitos dos trabalhadores do que o ex-governo do PT estava fazendo. Mostra que a principal intenção da direita golpista é fazer com que os trabalhadores e demais setores populares da sociedade paguem pela atual crise econômica capitalista que o país está vivendo atualmente.

Enquanto os grandes empresários e banqueiros estão lucrando horrores, os trabalhadores, mas também os setores populares da sociedade estão vendo seus direitos ficarem cada vez mais ameaçados. Quem tem que pagar pela esta crise econômica é a classe dominante, pois são estes setores que enriqueceram no ultimo período explorando a grande maioria da população.

Este verdadeiro ‘’pacote de maldades’’ do governo golpista foi anunciado como resposta de Michel Temer aos setores da burguesia nacional, ligados a ala tucana de Geraldo Alckmin e do imperialismo que está descontente com o seu governo. De um lado, o que o golpista Temer pretende com estes ataques é fazer com que estes setores percam a desconfiança com o seu governo.

Até quando que a CUT vai ficar em silencio contra estes ataques

Enquanto o governo golpista tenta colocar suas asas de fora contra a classe trabalhadora, estamos vendo a CUT não organizar nenhuma resistência efetiva dentro das fabricas para barrar os ataques. O ato do dezesseis de agosto que esta central em conjunto com as outras está chamando, não está sendo organizado pela base com assembleias de trabalhadores e em lugares como na Zona Norte de São Paulo, sub-sede da APEOESP, a Articulação Sindical vai boicotar o dia 16.

É preciso que esta central sindical rompa com a sua passividade, para poder erguer um verdadeiro plano de luta para barrar os ataques e as privatizações. A saída que os trabalhadores podem dar para esta crise econômica é através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta por sua luta. Esta é a única maneira em que os trabalhadores podem tirar medidas como a taxação das grandes fortunas, expropriação sob controle operário de todas as fabricas que for fechar e uma lei que proíba as demissões.




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