Política

Assessores fantasma no RS chegam a ter salário de R$ 30 Mil

Recentemente foram investigados servidores nomeados por políticos do PDT e PMDB para serem assessores. Esses funcionários públicos não eram encontrados nas Assembleias Legislativas do RS durante seu expediente e mesmo assim recebiam seus salários normalmente. Conhecidos como funcionários fantasmas, eles têm diferentes compromissos fixos que vão desde serviços a uma imobiliária até viagens para outros estados e até para o exterior para turismo e campanhas políticas durante o expediente.

quinta-feira 24 de agosto| Edição do dia

Entre os episódios em destaques recente tem o Daniel Maccari, assessor do deputado Álvaro Boésio (PMDB) recebendo mais de R$ 10 Mil e durante o expediente se ausenta da Assembleia Legislativa para dedicar tempo integral à venda de imóveis pela imobiliária. Daniel em entrevista afirma não ver problema em estar fora da Assembleia durante o expediente.


Funcionário da assembleia trabalha como corretor de imóveis no interior do estado (Foto: Reprodução/RBS TV)

O outro caso é da Miguelina Vecchio, vice-presidente nacional do PDT, que sendo servidora da bancada de seu partido, chegou a ficar 15 dias ausentes do trabalho no parlamento estando em viagens para outras estados e países em campanhas partidárias como por exemplo quando recebeu diárias de R$ 409,62 da Assembleia numa viagem a Brasília em 2015 para discursar no ato de filiação de Ciro Gomes no PDT. O salário da servidora passa de R$ 30 Mil.


Miguelina vice-presidente nacional do PDT que esteve em viagens para o exterior durante o expediente

Em 2012 e 2015 também aconteceram casos de contratação de funcionários fantasmas. Em ambos casos são exemplo do dinheiro público sendo usado para interesses próprios desses políticos que não são encontrados nas Assembleias Legislativas. O papel do judiciário, justiça eleitoral e possíveis responsáveis pela fiscalização desses funcionários é fundamental para o acontecimento desses episódios, devido as assinaturas de presença fraudadas que permitem a ausência desses funcionários sem qualquer punição ou advertência.

Estando ou não fisicamente no local de trabalho parlamentar, esses políticos e seus assessores apenas confirmam que sempre estarão de costas à população para firmar acordos com empresários e negociar com outros partidos o que será mais favorável para uma necessidade eleitoral específica.




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