Educação

PARALISAÇÃO NO 30M

Assembleia geral da USP aprova por consenso chamado às centrais para unificar o dia 30

Na assembleia geral realizada nesta última quinta-feira, 16/05, os estudantes da USP demonstraram seu rechaço à reforma da previdência e a clareza da necessidade de unificar as lutas.

terça-feira 21 de maio| Edição do dia

Aprovada por consenso a nota proposta pela Faísca continha o seguinte conteúdo: “Os estudantes da USP reunidos em assembleia fazem um chamado às centrais sindicais para que se unifiquem à paralisação chamada pela UNE no dia 30 contra os cortes na educação e a reforma da previdência”.

Diferentemente do que a grande mídia tenta expressar, separando a luta dos estudantes contra os cortes na educação e a luta contra a reforma da previdência, os estudantes demonstraram que querem estar ao lado dos trabalhadores neste dia 30 em uma só luta contra os ataques que vêm sendo articulados, tanto por parte do governo pela chantagem do MEC de colocar que para reverter os cortes na educação devemos aceitar a reforma da previdência, quanto pelo próprio “centrão” da política nacional que vem buscando articular sua própria reforma da previdência e conta com o apoio de partidos como o PDT da Tábata Amaral. A reforma da previdência também é um ataque profundo a educação em todos os níveis, já que vem para precarizar ainda mais as condições de trabalho dos professores, por exemplo, nisso fica evidente como estão ligadas ambas as lutas e como não podemos aceitar essa chantagem do governo e do centrão.

Até agora a política levantada tanto pela UNE como pelas centrais tem sido de também separar essas duas lutas. No chamado da UNE para o dia 30 nada se fala sobre a reforma da previdência, enquanto as centrais sindicais marcam uma greve geral contra a reforma para o dia 14/06. Isso porque essas entidades são dirigidas pelo PT e pelo PCdoB no caso da CUT e da CTB e pelas juventudes desses partidos na UNE (UJS e Juventude do PT) e esses partidos até agora fazem verborragia contra a reforma do governo mas os governadores do PT no nordeste (Rui Costa da BA, Fátima Bezerra do RN, Camilo Santana do CE, Wellington Dias do PI) já declararam serem favoráveis a uma reforma da previdência “desidratada”, sem os pontos mais impopulares da proposta por Guedes-Bolsonaro, em troca de verba para seus Estados. No caso do PCdoB é ainda maior o absurdo, já que apoiaram Rodrigo Maia para a presidência da Câmara, o principal articulador da reforma no congresso.

É fundamental que nos apoiemos no exemplo dos estudantes da USP e levantemos em cada local de trabalho e estudo a necessidade de unificar a luta dos estudantes e dos trabalhadores contra os cortes na educação e contra qualquer reforma da previdência, seja a de Bolsonaro seja a “desidratada” do centrão. Para isso é necessário que as centrais sindicais antecipem a greve geral marcada apenas para o dia 14 de junho e construam a partir de assembleias em cada local de trabalho uma forte greve geral em unidade a paralisação chamada pela UNE para o dia 30, unificando a luta contra os cortes na educação e contra a reforma da previdência e parem de negociar o nosso futuro com setores do dito centrão.

O PSOL que possui uma série de parlamentares deve colocar todo seu peso para exigir das centrais essa antecipação, criticando a separação que buscam fazer das lutas e as tentativas de negociata. Assim como a CSP CONLUTAS, dirigida pelo PSTU que agora tenta se lavar da deriva golpista dos últimos anos na luta contra Bolsonaro, deve levantar a partir dos sindicatos que dirigem em todo país essa política de unificação das lutas ao invés de reivindicar a unidade com essa mesma burocracia sem fazer uma crítica sequer ao plano que desejam impor de articulação de uma reforma alternativa, mas que ainda sim nos fará trabalhar até morrer.




Tópicos relacionados

Governo Bolsonaro   /    Reforma da Previdência   /    Centrais Sindicais   /    Educação   /    USP

Comentários

Comentar