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MOVIMENTO ESTUDANTIL

Assembleia do Serviço Social da UERJ vota paralisações e atos contra Bolsonaro

Na quinta feira (18/10) o curso de Serviço Social realizou uma assembleia que com espírito combativo aprovou um calendário de luta contra Bolsonaro, os golpistas e as reformas.

sexta-feira 19 de outubro| Edição do dia

Numa assembleia com uma ampla adesão do curso, convocada pelo Centro Acadêmico de Serviço Social – Gestão Por isso me grito (MRT e independentes), foi aprovada uma série de medidas de luta.

Votou-se uma paralisação de dois dias 25 e 26/10, incorporando no dia 26 ao dia de mobilizações aprovado na plenária da UERJ (que aconteceu na quarta dia 17/10).

Na paralisação do dia 25 foi votada que se realizasse um aulão público em frente a UERJ e que na paralisação do dia 26 tivesse um ato na universidade, seguido por uma atividade cultural. A posição de paralisação durante dois dias no curso foi aprovada na assembleia por ampla maioria. Os estudantes aprovaram a criação de um comitê de mobilização contra o Bolsonaro, a extrema direita e as reformas.

O Centro Acadêmico levou para a plenaria geral no dia anterior as posições que estão contidas neste panfleto, onde o CASS defendeu a construção da paralisação em todos os cursos da UERJ:

Através dessa fala de Carolina Cacau, membro da gestão Por isso me grito e militante do MRT, defendeu a paralisação e a necessidade de votar criticamente no Haddad para derrotar Bolsonaro, mas sem prestar apoio político ao PT:

Lamentavelmente o DCE (PT e PCdob) foi contrário e não foi aprovado por uma pequena margem, o que só reforça a importância da aprovação das paralisações no Serviço Social como parte de colocar a UERJ na linha de frente da luta junto a diversas outras faculdades do país que estão paralisando, construindo também a manifestação do dia 20 que estão sendo convocadas em diversas cidades do país e que aqui no Rio vai acontecer na Cinelândia as 16 horas, o que a assembleia também aprovou.

A assembléia do Serviço Social também votou posições de repúdio ao candidato a governador Wilson Witzel, que rasgou a placa de Marielle junto a candidatos do PSL, além de uma posição em defesa da universidade pública e das cotas que estarão presentes na faixa do curso no ato deste sábado.

Também foi votada uma carta aberta aos estudantes mostrando que os estudantes estão dispostos a enfrentar Bolsonaro e todas as suas medidas, seguindo o exemplo de outras universidades pelo país. A carta convoca os estudantes à construção de comitês de base contra o Bolsonaro, também exigindo que as centrais sindicais e a UNE organizassem e massificassem esses comitês por todo o país. A carta será também um chamado aos estudantes de outros cursos da UERJ, aos outros setores da universidade e intelectuais a paralisarem e construírem forte mobilizações contra Bolsonaro, os golpistas e as reformas.

No final, ainda foi gravado um vídeo, em que os estudantes deixam um recado de que não vão esquecer nem perdoar os assassinatos do Mestre Moa e da Marielle:

O Serviço Social segue assim sua tradição de luta contra Bolsonaro e os golpistas, sempre com uma política independente do PT. Sendo um curso majoritariamente feminino e negro, o serviço social é um curso historicamente de luta e mobilização. Foi linha de frente contra os ataques do Pezão que deixaram a UERJ sem funcionar por meses. Lutou firmemente contra o golpe de 2016, assim como todas as contrarreformas do governo Temer, como a PEC do teto de gastos e a reforma trabalhista. Portanto, mantendo seu histórico, vota posição e medidas para combater Bolsonaro, o golpismo e as reformas. Foi isso que o CASS levou à frente quando se incorporou na manifestação do dia 29 de setembro, onde o Centro Acadêmico atuou ativamente na construção, convocando uma plenária de mulheres e comparecendo ao ato com um forte bloco.




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