Juventude

POLICIAIS INVADEM ESCOLA

Assembleia em escola pública de SP contra o sucateamento do ensino é invadida por PMs

Alunos da escola EE Caetano de Campos, no bairro da Aclimação, em São Paulo, organizaram uma assembleia para debater a superlotação e sucateamento da instituição. A atividade promovida pelo grêmio estudantil foi invadida por policiais militares que tentavam impedir os alunos de discutir e se mobilizar.

segunda-feira 29 de outubro| Edição do dia

Alunos da escola EE Caetano de Campos, no bairro da Aclimação, em São Paulo, organizaram uma assembleia para debater a superlotação e sucateamento da instituição. A atividade promovida pelo grêmio estudantil foi invadida por policiais militares que tentavam impedir os alunos de discutir e se mobilizar.

A escandalosa invasão da polícia militar aconteceu nesta manhã (29) e dois professores da instituição denunciaram nas redes sociais o ocorrido. A Professora de filosofia da instituição, Monica Fonseca Severo e o professor Leonardo Wexell Servero saíram nas redes em repúdio ao ocorrido, afirmando que os policiais tentaram intimidá-los já na entrada da escola.

Os alunos das escolas de São Paulo foram exemplo de luta em 2015, quando ocuparam dezenas de escolas contra o projeto de "reorganização" do ex-governador Geraldo Alckmin, que na realidade, significava o fechamento de dezenas de escola e o remanejamento de alunos superlotando salas de aulas de outras instituições.

Nos dias que antecederam as eleições no segundo turno, juízes e policiais invadiram diversas universidades pelo país, para fazerem apreensão de materiais contrários à Bolsonaro. Na UFF, o caso escandaloso de tentativa de retirada de uma bandeira laranja contendo os dizeres "Direito Anti-fascista", chegou ao ponto de até mesmo ameaçar o diretor da faculdade de prisão caso a bandeira não fosse retirada.

Não podemos recuar diante do avanço das forças policiais e do judiciário golpista tentando impedir a mobilização da juventude. É preciso que todos os trabalhadores e toda a juventude continue retomando os espaços de luta, construindo comitês capazes de mobilizar forças nas ruas para combater Bolsonaro, o golpismo e seu projeto de governo de ajustes e reformas.




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