Política

CHAMADO A CSP-CONLUTAS

Assembleia do Sintusp chama CSP-Conlutas a lutar contra o impeachment e os ataques do governo do PT

Trabalhadores da USP votaram um chamado à construção de um plano de lutas onde os trabalhadores a partir de suas assembléias construam uma mobilização para barrar o impeachment da direta e os ataques do governo do PT. Votaram propôr à Conlutas que passe a lutar contra o impeachment. E também votaram exigir da CUT e demais centrais sindicais que rompam sua subordinação ao governo e realizem assembleias de base para impulsionar a mobilização independente dos trabalhadores contra o impeachment e os ajustes do governo Dilma.

quinta-feira 31 de março de 2016| Edição do dia

Nesta quinta-feira os trabalhadores da USP organizaram em meio a sua paralisação contra o desmonte da USP um debate sobre a crise política nacional. Em assembléia todos os trabalhadores puderam colocar distintas posições e debater qual política mais correta que os trabalhadores devem levar adiante pra ter uma posição independente.

Na semana passada este debate já havia ocorrido em um Encontro de Trabalhadores da USP e agora em uma assembleia junto com a base da categoria o sindicato pode tomar uma posição sobre a política nacional, algo que a maioria dos sindicatos dirigidos pelas burocracias sindicais quer impedir separando as discussões políticas das lutas econômicas e sindicais.

A assembléia começou com a apresentação das distintas posições expressas na categoria. Os militantes do PSTU defenderam a posição de Fora Todos e eleições gerais, os militantes do MES, corrente da Luciana Genro do PSOL, defenderam a política de lava-jato até o final e eleições gerais, os militantes do grupo Negação da Negação defenderam a política de Fora Lula e Dilma, os militantes do Coletivo Piqueteiros e Lutadores defenderam a política de Fora Todos e por uma mobilização independente e os militantes do MRT defenderam a política de exigir das centrais sindicais que rompam sua subordinação ao governo e organizem um plano de luta contra o impeachment e os ataques do governo do PT.

Depois de intenso debate os trabalhadores decidiram por votar uma posição. A votação foi encaminhada em torno de duas posições. Manter a resolução atual da CSP-Conlutas que não se posiciona contra o impeachment e tem como centro a consigna "Contra Dilma, Lula, Temer, Aécio, Cunha, Alckmin" ou que o Sintusp passe a defender um plano de luta contra o impeachment e os ataques do governo do PT por uma posição independente dos trabalhadores.

Por 46 votos a 38 os trabalhadores decidiram por levar a consigna de plano de luta contra o impeachment e os ataques do governo do PT, o que levará um voz de independência de classe para o ato do dia 1o. de abril. Os trabalhadores também votaram por propor que a CSP-Conlutas e o Espaço Unidade de Ação também passem a defender essa consigna se posicionando claramente contra o impeachment e que a CSP-Conlutas exija este plano de luta das centrais sindicais.

Marcello Pablito, diretor do Sintusp, membro da Executiva Estadual da CSP-Conlutas em São Paulo e um dos que defendeu a proposta vencedora comentou que "Achamos que foi muito importante o resultado de hoje. Expressa como o Sintusp é uma categoria que carrega uma tradição de democracia operária e também que há importantes setores de trabalhadores que não querem fazer o jogo da direita. É o que ouvimos também quando voltamos para os nossos locais de trabalho. Nós denunciamos claramente que foi o PT que abriu espaço para essa direita e que portanto pra ter uma posição de independência de classe precisamos nos posicionar claramente contra o impeachment e os ataques do governo do PT."

Pablito ainda completou:

Os companheiros da direção majoritária da CSP-Conlutas, o PSTU, vem se negando sistematicamente a se posicionar contra o impeachment, o que é um erro. Felizmente o Sintusp votou esta posição e vamos construir um forte bloco amanhã, no ato convocado deste 1/4 pela CSP-Conlutas, junto com os companheiros do Centro Acadêmico de Letras da USP que votaram posição semelhante. Chamamos todos os trabalhadores e jovens que estarão no ato e não querem fazer o jogo da direita a se somar ao bloco do Sintusp e se posicionar claramente contra o impeachment e contra os ataques do governo do PT, por uma mobilização independente dos trabalhadores

Uma das falas de Marcelo Pablito do MRT, na assembleia do SINTUSP faz defesa de chamado a CSP Conlutas a lutar contra o golpismo institucional e os ataques do PT

Publicado por Esquerda Diário em Quinta, 31 de março de 2016

Diana Assunção, também diretora do sindicato, comentando sua intervenção na assembléia disse que "O PSTU tenta convencer os trabalhadores de que o ’Fora Todos’ é uma política de esquerda que supostamente iria contra todo o sistema político. Mas pudemos fazer uma discussão profunda com os trabalhadores e a maioria compreendeu que se trata de uma política errada."

Diana complementou dizendo:

A maioria compreendeu que num momento em que não existe uma mobilização de massas que questione o sistema político de conjunto pela esquerda, o “Fora Todos, eleições gerais” termina na prática sendo uma cobertura de esquerda para a política de golpismo institucional da direita, seja pelas manobras golpistas do parlamento ou do poder judiciário. Por isso uma maioria aprovou que o Sintusp passe a levantar a bandeira contra o impeachment e a lutar por essa bandeira na Conlutas e em todo o movimento sindical.

Diana Assunção do MRT, na assembleia do SINTUSP faz defesa de chamado a CSP Conlutas a lutar contra o impeachment, o golpismo institucional e os ataques do PT

Publicado por Esquerda Diário em Quinta, 31 de março de 2016




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