Educação

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Assembleia do IA/UFRGS convoca construção de comando nacional de mobilização

Na sexta-feira (10) aconteceu a assembleia geral dos estudantes do Instituto de Artes da UFRGS, onde foi decidido que o instituto irá aderir à paralisação do dia 15, contra os cortes e a reforma da previdência.

segunda-feira 13 de maio| Edição do dia

A assembleia também deliberou um chamado à construção de um comando nacional de mobilização com representantes eleitos nas escolas e universidades, e exigência às centrais sindicais, sindicatos e entidades estudantis que convoquem assembleias nos locais de trabalho e estudo para efetivar o chamado de greve geral do dia 14/06.

A decisão de aderir à greve nacional da educação já havia sido tomada pelos estudantes do departamento de artes dramáticas da UFRGS, que firmaram a paralisação total das aulas. Os cortes de 30% representam um avanço na privatização do ensino superior, assim como cumprem o papel de atacar a ciência e o pensamento crítico nas escolas e universidades, numa perseguição ideológica a essa juventude que forma sua consciência em meio à crise capitalista e sabe que este sistema não tem nada a nos oferecer além de mais miséria e exploração.

Os estudantes repudiaram a chantagem do governo Bolsonaro, que usa os cortes como moeda de troca para aprovar a reforma da previdência, que quer nos fazer trabalhar até morrer.
A paralisação ganha mais força com o apoio de todo instituto em estado de paralisação. Os estudantes do IA também exigem que as centrais sindicais e entidades estudantis convoquem assembleias nos locais de trabalho e estudo para efetivar a greve geral de 14/06 e garantir a paralisação do dia 15 nas escolas e universidades, além de garantir ações de solidariedade à greve da educação nas demais categorias, para que professores e estudantes não fiquem isolados em suas mobilizações.

Em meio à repercussão negativa do corte de 30% de recursos para universidades federais, o presidente Jair Bolsonaro se mostrou, pela primeira vez, na defensiva em uma transmissão ao vivo com Abraham Weintraub, seu ministro da educação, pelas redes sociais. Essa postura se dá justamente pelas mobilizações de estudantes que aconteceram na semana passada, com atos e assembleias com mais de mil estudantes. Tendo isso em vista, os estudantes do IA fazem um chamado à uma coordenação nacional de mobilização contra os cortes e a reforma da previdência, com representantes eleitos e revogáveis em cada universidade e escola para dar continuidade à mobilização do dia 15, conectando as lutas. Assim os estudantes de cada local que se revoltam com os cortes e a reforma da previdência podem ser sujeitos da mobilização e não estar dependentes das políticas de negociação com setores da burguesia levadas a frente pelas direções de entidades burocratizadas, como a UNE. A UNE deveria convocar esta coordenação nacional em cada escola e universidade. É preciso uma massiva unidade da juventude com a classe trabalhadora para barrar a reforma da previdência e os cortes.

Contra os indeferimentos de matrícula e pelo direito de matrícula regular de todos os cotistas, em defesa da cotas, batalhamos rumo ao fim do vestibular e estatização das universidades privadas, para que todos tenham direito à educação superior. A universidade de e estar a serviço dos trabalhadores, contrapondo a universidade para elite que Bolsonaro defende. Pelo não pagamento da dívida pública, para que os capitalistas paguem pela crise, que hoje serve como justificativa para os cortes e a reforma da previdência.

Os estudantes do Instituto de Artes da UFRGS mostram o caminho para uma efetiva e massiva paralisação no dia 15, com auto-organização para que se mobilize os cursos e paralisem a UFRGS contra os cortes e a reforma da previdência, rumo a greve do dia 14/06.




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