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Assembleia da ADUFCG delibera paralisação 04 de dezembro em defesa da educação

segunda-feira 12 de novembro| Edição do dia

Na manhã da última quarta-feira, 07 de novembro, realizou-se uma nova assembleia da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), sessão sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições do Ensino Superior, ANDES-SN. Depois do debate político sobre a conjuntura, deliberou-se participar do dia nacional de mobilizações convocado pelo sindicato nacional com uma paralisação ativa no dia 04 de dezembro.

Esta é a primeira assembleia após o ataque do bonapartizante Poder Judicial e a Polícia Federal a nossa sessão sindical, ocorrido na quinta-feira, 25 de outubro, como denunciamos dias antes do triunfo eleitoral de Bolsonaro nestas eleições manipuladas.

Dois informes foram apresentados a assembleia.

Em relação a invasão policial ao sindicato, a reitoria da UFCG, antes que prestar a solidariedade democrática mínima, afirmou simplificando que o sindicato não fazia parte da universidade, por este motivo não existia violação à autonomia universitária. A reitoria não aceita as denúncias anteriores do sindicato, no qual está se subordinando acriticamente a Procuradoria, acabou com a paridade para as eleições no Centro de Humanidades.

A única coisa que fez o sindicato foi colocar o nome dos conselheiros no Colegiado Pleno que votaram contra a paridade, como eles pretendiam votar contra os interesses de parte da comunidade universitária, fundamentalmente dos estudantes, sem ter custo político algum e exigiram que a reitoria ataque o sindicato de diferentes formas. Desde Esquerda Diário entendemos que a paridade não é democrática, sequer expressa o princípio burguês da revolução francesa de um homem, um voto, mas entendemos que deve ser denunciada toda manobra da universidade para fazer ainda mais antidemocrática uma estrutura, uma instituição medieval, parecida com a Igreja e funcionalizada nos marcos do capitalismo.

O outro informe foi o de um professor de Arte e Mídia que apresentou o caso no qual duas alunas desse centro, andando de mãos dadas, foram abordadas por um segurança privado covarde que frente a elas, exibindo sua arma, afirmou que no dia 01 de janeiro se acaba todo isso. Repudiamos este ataque e entendemos que devemos fortalecer a partir da Comissão da Mobilização da ADUFCG os comitês de base da UFCG que articulem estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos para nos defender destes ataques, as políticas em curso e as que virão neste novo cenário político e as mudanças no regime politico que tenta fechar por extrema direita a crise orgânica que vivencia o país. Fortalecendo também os comitês de base municipais e estaduais tendo uma perspectiva nacional.

A rodada de assembleias em cada sessão sindical foi convocada em todo o país pela Andes-SN para debater a conjuntura e os cenários políticos e para definir um dia de mobilização nacional nos estados com paralisações ativas com panfletagens, educação na praça, debates, entre outras. A proposta foi aprovada por unanimidade e serão definidas no seu formato específico pela Comissão de Mobilização da ADUFCG.




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