Assassino de Daniella Perez apoia Bolsonaro

Assassino de Daniella Perez declara apoio a Jair Bolsonaro, deixando claro qual o tipo de apoio sanguinário recebe o candidato machista que faz apologia à tortura.

segunda-feira 15 de outubro| Edição do dia

Guilherme de Pádua, hoje pastor evangélico, assassinou a atriz Daniella Perez a tesouradas em dezembro de 1992. Na época o caso chocou o Brasil. Daniella atuava na novela Corpo e alma, de autoria de sua mãe Glória Perez. Houve na época uma comoção nacional. Guilherme interpretava o parceiro da personagem de Daniella na novela que na sua última cena terminara o namoro com a personagem de Guilherme.

Foi um crime premeditado em que após as gravações Guilherme seguiu o carro de Daniella e, com a ajuda de sua esposa na época, sequestrou e desferiu 18 tesouradas na vítima, largando-a em um terreno baldio na Barra da Tijuca.
Explícito caso de feminicídio como os que ocorrem todos os dias no Brasil.

Solto em 1999, Guilherme hoje é pastor evangélico e expressou recentemente seu apoio incondicional a Jair Bolsonaro.
Mas o que isso significa? É um alerta para prestarmos atenção, pois Bolsonaro recebe apoio dos perfis mais agressivos e violentos da sociedade, e empodera com seu discurso machista, lgbtfóbico, xenofóbico, misógino e racista toda sorte de reacionários agressores.

Não podemos ver os mais de 50 casos de agressão e o assassinato do Mestre Moa após o primeiro turno como casos isolados. Bolsonaro incita a violência e é responsável por isso, mas não será o Judiciário golpista que irá puni-lo, pois este o apoia.

É preciso que em cada local de trabalho e estudo fundemos comitês de base para erguer uma luta contra toda essa violência preconceituosa que está colocada a partir do discurso de Jair Bolsonaro, que além de tudo quer se passar por cristão e atrair os votos dos fiéis das igrejas.

Para muito além do voto, é preciso construir força material para enfrentar e derrubar essa extrema direita que, independente do resultado das eleições, não irá deixar de existir. As grandes centrais sindicais como CUT e CTB têm um grande peso de responsabilidade em criar essa força necessária para resistir nas ruas contra esses ataques racistas e de gênero e contra os ataques que estão desenhados para a classe trabalhadora nos próximos meses como a reforma da previdência.




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