Gênero e sexualidade

HOMOFOBIA

Assassinato homofóbico na Paulista: Bolsonaro e a extrema-direita guiam as mãos dos assassinos

domingo 23 de dezembro de 2018| Edição do dia

Sexta-feira a noite novamente a avenida Paulista foi manchada de sangue pela homofobia tão propagada por Bolsonaro, pela direita e pelas igrejas. Repudiamos frontalmente esse crime bárbaro.

Plínio Henrique de Almeida Lima, cabeleiro de 30 anos, negro e do candomblé caminhava de mãos dadas com o marido, tinham se casado recentemente segundo noticiou o G1, quando foram abordados e xingados por dois homens, um deles esfaqueou Plínio e ambos fugiram.

O boletim de ocorrência, conforme informa o G1 nem consta quais xingamentos foram proferidos e - como orientação de Estado - não faz deste assassinato um crime de homofobia.

O sangue que escorre na Paulista é mais um lembrete do ódio que Bolsonaro e a extrema-direita tem daqueles que querem livremente desenvolver sua sexualidade, suas personalidades. Esse crime odioso aconteceu na mais famosa avenida da maior capital do país, em uma movimentada esquina, da Avenida Brigadeiro com a Paulista há centenas de metros de um grande símbolo da cidade e de sua burguesia, a FIESP.

A facada foi dada por um desconhecido, mas em cada crime homofóbico está um pouco a responsabilidade de Bolsonaro, da extrema-direita e das Igrejas que gritam aos quatro ventos que deve-se bater em um filho gay, como já disse o futuro presidente da República.

O escandaloso assassinato de Plínio é uma continuação - com uma facada - de todo terreno aberto com censura que querem promover com o "Escola sem Partido", com a perseguição a professores que dão aulas sobre gênero como o próprio Bolsonaro promove, com o Bolsa-Estupro como defende a futura ministra da "Cidadania".

Ao tomar os professores, os LGBTs, e as mulheres como alvos querem assustar toda classe trabalhadora e assim abrir terreno para outros objetivos da burguesia, como a reforma da Previdência.

Organizemos nossa raiva contra a extrema-direita junto a toda classe trabalhadora, em cada local de trabalho, para juntos combater a opressão que a extrema-direita quer propagar. Plínio presente!




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