Política

CRISE POLÍTICA

Às vésperas da votação na CCJ, Temer liberou R$ 134 milhões em emendas a deputados pró-governo

De acordo com a ONG Contas Abertas, o governo golpista de Temer só no mês de junho teria liberado R$ 134 milhões em emendas a 36 deputados que votaram a seu favor na Comissão de Constituição e Justiça que julgava a denúncia de corrupção passiva contra o presidente da Procuradoria Geral da República contra o presidente.

sexta-feira 14 de julho| Edição do dia

Para o secretário geral da ONG, Gil Castello Branco, a movimentação é bastante atípica para o período. Entre janeiro e maio deste ano o governo havia liberado pouco mais de R$ 102 milhões de reais à todos os parlamentares. Em junho o montante total saltou para R$ 2,02 bilhões e nos primeiros seis dias de julho já saltava os R$ 94 milhões. Isso denuncia, conforme afirma Castello Branco, que que o “governo deixa essas liberações às vésperas de votações importantes na tentativa de obter os votos”.

Compare a liberação de verbas de emendas parlamentares nos primeiros 6 meses de 2017 a todos os parlamentares nos primeiros 6 meses de 2017:

Janeiro: R$ 1.001.038,78
Fevereiro: R$ 1.360.038,50
Março: R$ 5.191.938,59
Abril: R$ 5.653.053
Maio: R$ 89.235.206,66
Junho: R$ 2.024.484.275,93

Uma emenda parlamentar é um recurso previsto no orçamento da união, mas que a aplicação é indicada por um parlamentar. Obrigatoriamente esse dinheiro deve ser empregado em projetos e obras estaduais e municipais e o governo é obrigado a liberar essa verba. Porém ele tem o ano inteiro para liberar o repasse. Assim, o governo manobra as liberações de acordo com sua conveniência avaliando as votações e interesses em jogo no congresso.

Dos 40 deputados que livraram Temer da acusação de corrupção passiva, 36 receberam recursos de emendas parlamentares. Os campeões são Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), com R$ 5.129.450,00, Beto Mansur (PRB-SP), com R$ 5.066.750,00 e Carlos Marun (PMDB-MS), com R$ 5.000.000,00. Para a oposição a vitória do governo na CCJ liga-se a dois motivos, a troca de parlamentares entre os partidos promovido pela base aliada e a liberação de emendas parlamentares.

Veja aqui quais são os posicionamentos políticos e crimes de que são acusados os 40 deputados que votaram contra a aceitação da denúncia contra Temer na CCJ.




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