Às ruas por mestre Moa do Katendê: façamos um levante negro contra a extrema direita

Nesse domingo dia 14, levantemos nossos blacks no ato em homenagem ao grande capoeirista mestre Moa do Katendê, na Praça da República.

quinta-feira 11 de outubro de 2018| Edição do dia

No próximo domingo acontecerá um ato em Homenagem ao Mestre Moa do Katendê, que foi brutalmente assassinado com 12 facadas pelo ódio de um seguidor de Bolsonaro, apenas porque declarou seu voto em Haddad no primeiro turno. Mestre Moa era um reconhecido lutador em defesa dos direitos dos negros, e seu assassinato é a bárbara demonstração de como o fortalecimento dessa extrema direita, representada na eleição presidencial por Jair Bolsonaro, será para assassinar ainda mais os negros, LGBTs, mulheres, indígenas e massacrar a classe trabalhadora. Romualdo Rosário da Costa, Mestre Moa Katendê foi assassinado de forma covarde e brutal em Salvador, tinha 63 anos, e era um dos mais importantes mestres de capoeira do país, fundador do histórico bloco afro Afoxé Badauê em Salvador, e ativista em defesa da cultura negra e sua difusão.

O assassinato de mestre Moa é parte de uma série de outros ataques brutais contra mulheres, negros e LGBTs que vem se intensificando após o resultado do primeiro turno dessas eleições manipuladas, por tudo isso nós do Quilombo Vermelho convidamos a todas as negras e negros, e a todos os trabalhadores e estudantes, para tomar às ruas nesse domingo, 14 de outubro, a partir das 11h, na Praça da República.

Conforme declarou Marcelo Pablito, ex-candidato a deputado estadual e fundador do Quilombo Vermelho – Luta negra anticapitalista:
“Nessas eleições marcadas pela manipulação do judiciário golpista, É mais do que simbólico que a enorme polarização política do país e o fortalecimento dessa extrema direita ultraneoliberal, racista, homofóbica, machista e escravista tenha se materializado no assassinato de um mais reconhecidos mestres de capoeira, um dos mais fortes símbolos da cultura e heroica luta negra no Brasil, e na Bahia, um dos estados com a maior concentração de negros em todo o país. As 12 facadas que penetraram o corpo de Mestre Moa vieram diretamente da boca de Bolsonaro, seu partido e seus aliados que estimulam o discurso de ódio aos negros, nordestinos e imigrantes. Todo seu racismo está à serviço de aprofundar um projeto de país escravista e completamente entregue ao imperialismo, no qual os negros, que já estão nos piores postos de trabalho e recebem os piores salários sejam ainda mais explorados para os lucros dos grandes capitalistas.

Acompanhamos todos os trabalhadores e jovens que sentem necessidade de demonstrar seu ódio à Bolsonaro também nas urnas, votando criticamente em Haddad, mas sabemos que para derrotar a extrema direita não podemos ter confiança na saída eleitoral e nas alianças que o PT fez, que deram caminho ao golpe e ao fortalecimento da direita. A resistência e ousadia do povo negro esteve na linha de frente da luta de classes, e nela nos referenciamos. Enquanto houver capitalismo haverá capitalismo, enquanto houver capitalismo, haverá resistência negra, para a fúria de Bolsonaro e companhia. Mestre Moa foi assassinado porque carregava em suas veias essa história, essa força. Mestre Moa, Presente!

Não esquecemos Marielle, não esqueceremos Mestre Moa. Suas mortes serão vingadas, como a de todos os nossos irmãos negros que foram assassinados brutalmente por este Estado capitalista e seus defensores. É na luta de classes que derrotaremos Bolsonaro e seus aliados, com os negros à frente, por isso nesse domingo levantaremos nossos blacks e saíremos as ruas para construir um levante negro contra essa extrema direita, o golpismo e esse sistema capitalista racista. E precisamos construir em cada local de estudo e trabalho massivos comitês de defesa contra os ataques dos bolsonaristas e para derrotar essa extrema direita.”




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