CONGRESSO PTS

As primeiras resoluções e propostas do Congresso do PTS na Argentina

Durante este final de semana prolongado aconteceu, em Buenos Aires, o XVI Congresso do PTS. Aqui estão algumas das resoluções definidas no dia de sábado.

segunda-feira 17 de abril| Edição do dia

Na cidade de Buenos Aires, durante este final de semana prolongado, aconteceu o XVI Congresso do PTS na Frente de Esquerda, com a presença de cerca de trezentos delegados de 18 províncias e a CABA. As discussões sobre a situação política internacional e nacional e as tarefas para os socialistas e a Frente de Esquerda se desenrolaram até domingo.

O Congresso votou impulsionar a unidade de todos os setores do movimento operário combativo, para apoiar as lutas em curso e exigir uma paralisação nacional de 36 horas contra o ajuste do Governo federal e governadores estaduais. Foi também confirmada a vigência da Frente de Esquerda como "a única coalizão política que tem enfrentado todas e a cada uma das medidas do Governo, não só no Congresso, mas também nas ruas, enquanto as diferentes variantes do peronismo votaram 80 leis ao macrismo, e o kirchnerismo se apressa para fechar listas comuns em todos os distritos com aqueles que seguirão votando leis de ajuste de entrega".

Além disso, o Congresso ratificou a decisão do comitê nacional partidário de postular como pré-candidatos da Frente de Esquerda, na província de Buenos Aires, Nicolas Cano e Christian Castillo, e, na capital, Myriam Bregman e Patricio del Corro, bem como em outras quatorze províncias. "O Congresso do PTS espera que o resto das forças da FIT termine de nomear seus próprios pré-candidatos, para abrir um debate sobre quem devem ser os principais porta-vozes da nossa Frente nesta campanha eleitoral em uma lista comum", diz uma das resoluções.


"Nossa vida vale mais do que seus lucros" é o lema que o PTS adotou para a campanha eleitoral, no sentido da necessidade de afetar os interesses dos grandes capitalistas para conseguir não só derrotar as políticas de ajuste, mas para obter também novas conquistas para a maioria operária e popular.

Ademais, o Congresso do PTS decidiu propor aos outros partidos da FIT a convocatória de uma convenção "para atualizar o programa e o manifesto da Frente de Esquerda". "Junto com as consignas contra o ajuste e a entrega, que já fazem parte do nosso programa, o Congresso do PTS coloca à consideração do restante da FIT a campanha por trabalhar 6 horas, 5 dias – para que todos tenham trabalho – sem redução salarial, e que nenhum trabalhador receba menos do que o custo de uma cesta básica – como parte de uma política para elevar as aspirações dos trabalhadores, confrontando-as diretamente com o lucro capitalista. A FIT deve retornar às tradições históricas do movimento operário internacional, que nasceu em luta contra o despotismo patronal e pela redução da jornada de trabalho".

Também foi votada a realização de "uma campanha ampla e ativa em defesa das liberdades democráticas e por sustentar de forma irrestrita o direito à mobilização dos explorados e oprimidos em todas as suas formas" e realizar um ato da Frente de Esquerda e setores combativos do movimento operário no próximo dia 1º de maio.




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