Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

As grandes centrais sindicais seguem negociando nossos direitos ou defendendo só nas palavras

sábado 11 de junho de 2016| Edição do dia

Na última terça, 7 de junho, as centrais sindicais Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) entregaram carta a Eliseu Padilha, ministro da casa civil, sobre as propostas de reforma na Previdência. Assim como apoiaram o golpe agora seguem negociando com o governo nossos direitos. Sugerem pontos como regulamentação de jogos de azar e a destinação das receitas para o sistema, a criação de um novo Refis (programa de parcelamento de dívidas) para recuperar R$ 236 bilhões de dívidas ativas com a Previdência, o fim da desoneração sobre a folha de salários das empresas, a revisão das isenções para entidades filantrópicas e a recriação do Ministério da Previdência.

A regulamentação dos jogos de azar faz coro com empresários nacionais e internacionais que querem explorar o turismo após os grandes investimentos na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, uma das consequências dos jogos é a concentração da renda em poucos empresários e as ligações com cartéis de drogas e prostituição feita em torno dos Cassinos.

A criação do novo Refis contribui para os empresários que lucram milhões e viram seus investimentos caírem ano passado. Como é normal para eles, quando deixam de ganhar dinheiro são os trabalhadores que devem pagar a conta: deixam de pagar o INSS recolhido e não são penalizados por isso, ao contrário, agora terão a possibilidade de refinanciar suas dívidas, que trabalhador tem esse direito quando deixa de receber salário?

A desoneração da folha de pagamentos também em nada contribui para os trabalhadores, mas é bastante usada como desculpa para não aumentar os salários. Mais uma vez essas centrais mostram que defendem os grandes empresários, ao mesmo tempo não constroem lutas, greves e paralisações, nem para aumentos salariais.

Do outro lado as centrais sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CTB (Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil) dizem não negociar com o governo golpista, mas seguem não travando uma luta séria, mesmo no ato do dia 10 de junho convocado pela Frente Povo sem Medo, na qual participam, CUT recua da proposta de greve geral.

Os ataques estão cada vez mais próximos, não será com negociações por cima ou apenas palavras de oposição que conseguiremos impedir, a resposta pode ser dada pela classe operaria e setores oprimidos, através das lutas, como as greves e ocupações que são nossos métodos, com a coordenação das lutas em curso para impor uma nova assembleia constituinte livre e soberana para que tudo seja reformulado em nosso favor e não de grandes de empresários e seus governos.




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