DEBATE

As escandalosas posições pró capitalistas de Luciana Genro em debate na TV

A candidata do PSOL à prefeitura de Porto Alegre defendeu posições escandalosas no debate de TV realizado ontem.

sexta-feira 9 de setembro| Edição do dia

Luciana Genro, da corrente interna MES do PSOL teve posições escandalosas no debate de televisão realizado ontem. Suas posições ao contrário de mostrar uma candidata radical, eram segundo ela “pés no chão” e cheias de continuidade com o que quer a direita, desde o discurso de segurança, mas principalmente por defender, três pilares do neoliberalismo nas prefeituras: Lei de Responsabilidade Fiscal, terceirização e privatização.

Ao fim e ao cabo, querendo mostrar-se viável, foge como diabo da cruz de parecer radical, para tentar ganhar votos do PT, do PDT que está coligado com o PMDB e assim chegar na disputa pelo segundo turno. Para isso aparece dando as mãos as práticas capitalistas defendidas pelo PT, pelo PMDB de Melo e pelo empresário Marchezan Junior do tucanato.

Luciana Genro lidera as pesquisas na capital gaúcha, por isso a Bandeirantes lhe convidou ao debate. A lei permite essa arbitrariedade às emissoras, deixando de fora outros candidatos da esquerda. Luciana não se dignou a falar desta arbitrariedade, que ora não lhe toca, mas que seguramente deve afetar o PSOL nas próximas eleições presidenciais. Também não quis se indispor com a Band, afinal, para que aparecer como radical se do que se tratava era reivindicar as racistas e sanguinárias Brigadas Militares, defender a tucana Lei de Responsabilidade Fiscal, ter fantasiosas “parcerias público privadas” que beneficiem o público e ainda defender a terceirização como algo útil.

Para que o leitor veja com os próprios olhos colocamos ao final desta matéria os trechos destas defesas escandalosas. Como afirmamos em artigo de Thiago Rodrigues, Luciana Genro, tal como o Podemos Espanhol que ela tanto reivindica estão dando uma violenta guinada à direita buscando votos de “centro”. A Gerdau, a Zaffari e a Taurus, patronais que já lhe deram dinheiro em campanhas passadas devem estar orgulhosas. O investimento não foi em vão. Seu socialismo foi parar nos Moinhos de Vento.

Luciana tem um grande mérito. Assume publicamente sua política pró-capitalista. No Twitter defendeu as PPPs, replicando sua fala. Criou um fantástico mundo onde as PPPs seriam parcerias de verdade para reivindica-las:

E continuou:

Enquanto Temer e todas as patronais do país querem avançar na terceirização e até centrais pelegas como a Força Sindical começam a organizar greves contra isso, Luciana vai na contramão, defendeu que elas “podem ser úteis” só “precisariam de fiscalização”, como pode-se ver a partir do minuto 21:00 do vídeo no final deste artigo. Quem é contra isso? Até Skaf da FIESP e Marchezan Junior do PSDB devem dizer o mesmo. Toda a exploração dos milhões de trabalhadores do país é legal e supostamente fiscalizada.

Para fechar com chave de ouro seu neoliberalismo defendeu a Lei de Responsabilidade Fiscal para justificar sua defesa da terceirização. Une um mal neoliberal com outro. Um escândalo, um absurdo para alguém que se diz de esquerda. No final deste artigo no minuto 04:03 pode-se ver esta frase.

A situação de crise política, econômica e social que vivemos no país abre as mentes das pessoas a novas ideias, à esquerda e à direita. Ao adotar um caminho “humanizado” do mesmo que defende Marchezan Junior e Melo, Luciana abandona o caminho para que avançássemos as ideias e organização dos trabalhadores e da juventude anticapitalista. Esta escolha já estava trilhada ao aliar-se a um partido burguês como o PPL e tentar uma coligação com a Rede de Marina Silva, do Itaú e da Natura.

A escolha de “viabilidade eleitoral” de Luciana não só deve lhe custar votos ao ficar indiferenciável de Raul Pont, de Melo e outros, como faz seu socialismo ser palatável nos mais nobres bairros do país. Temer e a FIESP ganharam um insuspeito aliado em sua cruzada para retirar direitos dos trabalhadores e avançar nas PPPs.

Veja o quarto bloco onde Luciana defendeu a terceirização e a Lei de Responsabilidade Fiscal:




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