Economia

As bolsas do mundo caem com a possibilidade de um novo surto do coronavírus

Novos contágios foram registrados na China e um aumento de casos nos Estados Unidos. Aumenta a preocupação com uma segunda onda da covid 19. A bolsa de valores asiática fechou em negativo e as praças européias caíram.

terça-feira 16 de junho| Edição do dia

Nesta segunda-feira, na China, funcionários da saúde anunciaram 49 novos casos da doença respiratória, incluídos mais 36 em Pequim, onde um mercado de alimentos. Também aumentaram os casos nos EUA em mais de 25.000 durante o fim de semana, com estados que incluem aumentos recorde no Texas e na Flórida depois de reabrirem suas economias. Frente ao medo de um novo surto do coronavírus, as bolsas do mundo caem.

As principais bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam nesta segunda-feira no negativo, com uma queda especial em Tóquio, onde o índice Nikkei caiu em 3,5%. Na China, por sua vez, a bolsa de Shanghai caiu em 1% e a da Coreia do Sul caiu em quase 5%.

Em Londres o FTSE desceu em 1%, em Paris o CAC o fez em 0,8%, o DAX em Frankfurt em 1%, e o Ibex e Madrid 1,2%, segundo dados da agência Bloomberg.
Os futuros dos EUA caíram, o que indica que Wall Street estava no caminho da sua seguna sessão de fortes perdas nos últimos três dias de negociação. Em Wall Street, os prognósticos do S&P 500 desceram em 2,1%.

O índice de volatividade Vix, uma medida de câmbio esperado no S&P 500 e apelidado como “o indicador do medo” do Wall Street, aumentou 5 pontos para operar próximo dos seus níveis mais altos desde o fim de abril.

Os preços do petróleo também abaixaram no petróleo Brent, o referencial internacional, que caiu em 1% chegando a U$S 38,30 por barril, o West Texas Intermediate (WTI), que opera no mercado de Nova Iórque (Nymex) caiu em 2%, chegando a U$S 35,60.

O Escritório Nacional de Estatísticas da China anunciou na segunda-feira que a produção industrial aumentou em 4,4% em maio. Se existir uma nova onda na China, o medo é que os novos bloqueios possam afundar a incipiente recuperação econômica no país.

Betty Wang, economista sênior da China na ANZ, explicou ao Financial Times que "a recuperação segue sendo bastante moderada com uma melhora lenta na taxa de desemprego e em meio aos riscos da segunda onda de infecções pelo coronavírus".

Frente à crise muitos países lançaram pacotes milionários que foram destinados a empresas e bancos e uma porção para os trabalhadores e desempregados. Estas somas milionárias não se dirigem ao consumo ou ao investimento, mas aumentar o capital fictício, subiram as ações, os títulos. Isso explica em parte a subida das bolsas. As quedas representam uma leve “correção”, mas ainda assim se mantém em níveis elevados.

A OCDE estimou que a economia mundial poderia cair em 7,2% se existisse um novo surto da covid 19. Os prognósticos negativos do Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Reserva Federal (Fed) adiantam que a recuperação econômica não será rápida (ou em forma de ‘V’) após a paralisação provocada pela pandemia. Adam Vettese, analista do broker eToro afirmou ao jornal The Economist que “a recuperação está por um fio”.

Publicado originalmente no La Izquierda Diario.




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