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IFCH - UNICAMP

Arquivo na Unicamp apresenta a GREVE GERAL de 1917

Teve início na manhã desta quarta, 28 de Junho, dia de debates com o tema “Greve Geral de 1917 - O Centenário da Greve Geral e o Arquivo Edgar Leuenroth (AEL)”, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP. As atividades também são parte da comemoração dos 43 anos do AEL.

Cássia Silva

estudante de Ciências Sociais na Unicamp e militante da Faísca

quarta-feira 28 de junho| Edição do dia

Logo de início, foi debatido o significado, processo e legado da primeira greve geral do Brasil, que foi um grande marco na ação direta e organização dos trabalhadores em defesa dos primeiros direitos trabalhistas que mais tarde foram regulamentados, como o fim do trabalho infantil ou a diminuição das jornadas de trabalho, que chegavam a época a até 16 horas diárias. Como a descrição do evento no Facebook evento mostra, um dos objetivos e também refletir sobre os próprios direitos trabalhistas e o pior ataque sobre esses: as propostas de Reformas do Governo Temer.

Diante dessa proposta, a Mesa foi aberta pelo diretor do Arquivo e professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Álvaro Bianchi, cuja intervenção deu bastante destaque à importância do AEL tanto na pesquisa sobre a memória da classe trabalhadora, como na reconstituição dessa memória, e o papel do próprio Edgar Leuenroth nisso. Christiano Tambascia, diretor adjunto do Arquivo, também fez menção a esses propósitos do evento e ressaltou a importância dele no momento histórico que vivemos no país cem anos depois da primeira greve geral. A vice-reitora, professora Teresa Atvars, também esteve presente na abertura.

Todas as intervenções contaram com saudações à família de Edgar Leuenroth, que marcou presença na abertura do evento.

“Direitos Trabalhistas de 1917 a 2017 da Greve Geral à Reforma Trabalhista de Temer”

O subtítulo acima foi o tema da Mesa de discussão que teve início às 10h. Com a presença dos professores Ricardo Antunes (IFCH), José Dari Krein (Instituto de Economia) e da desembargadora aposentada Magda Biavaschi, com a coordenação da discussão pela professora Andreia Galvão (IFCH), a discussão perpassou elementos como os paralelos na luta pelos direitos trabalhistas em 1917 e atualmente, além do relevante papel das mulheres nas mobilizações de 1917 e 2017, mas também a precarização do seu trabalho.

Nas intervenções dos debatedores da Mesa de discussão, os professores Ricardo Antunes e José Dari abordaram o que significa a reforma trabalhista e como ela é um desmonte completo das conquistas dos trabalhadores até este momento, com a flexibilização da jornada de trabalho, o aumento dos trabalhos temporários e a da terceirização mais especificamente, além da suposta modernização do trabalho que na verdade se trata de flexibilização para favorecer o capital financeirizado que tenta a todo custo resolver os ônus da crise capitalista cobrando dos trabalhadores. Antunes frisou a desconstrução do argumento do governo petista na década passada sobre a falsa dicotomia entre a “terceirização boa” e a “terceirização ruim”, em que era discutido as formas e a profundidade da desconstrução do trabalho. Confira abaixo o vídeo o professor rememorando a importância de duas trabalhadoras na fixação do Arquivo:

E confira também um trecho da intervenção de José Dari sobre o que a reforma trabalhista significa nos marcos da defesa escancarada do governo golpista aos empresários:

Já a desembargadora aposentada Magda Biavaschi interviu com maestria denunciando fortemente o acordo do governo golpista com as centrais sindicais que apoiaram o golpe institucional, como a Força Sindical e a UGT, na passagem de uma Medida Provisória para regularizar o trabalho intermitente:




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