Política

Reforma da previdência

Ex presidente do Banco Central de FHC propõe na prática o fim da previdência

Armínio Fraga, ex presidente do banco central no governo FHC e sócio-fundador da Gávea Investimentos, articula por fora das campanhas eleitorais equipe com economistas e juristas liderados por Paulo Tafner (economista famoso por defender com unhas e dentes a reforma da previdência, que nos fará trabalhar até morrer) com o objetivo de propor uma reforma da previdência que na prática seria o fim da aposentadoria.

sexta-feira 28 de setembro| Edição do dia

Segundo Fraga "caso essa proposta seja adotada – e ela será oferecida a quem vencer as eleições – é possível projetar uma economia de R$ 110 bilhões por ano, durante dez anos." A atual proposta do governo Temer prevê uma economia de R$40 bilhões por ano durante dez anos. Ou seja, a proposta de Armínio Fraga e cia é acabar com a previdência social e fazer com que trabalhemos até a morte.

Armínio, que declarou à Folha de São Paulo em 1° de julho que "austeridade é ótimo, cada um tem que viver dentro da sua realidade", agora concede entrevista ao Estadão dizendo que o próximo presidente terá que aprovar ajustes em curto espaço de tempo. Ajustes na casa de 6 pontos do PIB. O que Armínio não fala é que a realidade que sua equipe econômica prepara para o povo pobre e trabalhador é ainda mais precarização dos serviços públicos e trabalhar sem perspectiva de se aposentar. O que ele também não diz é que todos esses ajustes "urgentes" são para sustentar credores milionários da fraudulenta e ilegítima dívida pública brasileira. Um verdadeiro saque ao povo pobre para sustentar os ricos.

Seja lá qual for o candidato eleito, a burguesia vai pressionar para que essa proposta macabra e com cara de apartidária, seja efetivada. Ademais, nenhum candidato apresenta uma saída de fundo para a crise. O cenário eleitoral das pesquisas mostra Haddad ganhando de Bolsonaro no segundo turno. Haddad que se apoia no voto do #elenão, o voto no mal menor para evitar um possível mal maior que seria Bolsonaro. Ele já deu diversas entrevistas mostrando toda a disposição do PT em repactuar com os golpistas e promover os ajustes que o mercado exige para descarregar a crise nos de baixo.

Se os próximos eleitos seguirem a risca a cartilha que Arminio Fraga, Paulo Tafner e cia estão preparando, o início do ano que vem irá exigir já grandes mobilizações para resistir a esses ataques e fazer com que os capitalistas paguem pela crise que criaram. Desde já é preciso exigir dos sindicatos planos de lutas e de greves gerais pelo não pagamento dessa absurda dívida pública cuja fidelidade dos políticos burgueses nos fará trabalhar mais e ganhar menos, adoecer mais e morrer mais dentro da epidemia de violência em que estamos cada vez mais nos afundando. Um plano de lutas que faça revogar todos os ataques aos trabalhadores, como a reforma trabalhista e o congelamento de gastos em saúde e educação. Um plano de lutas que ponha em marcha uma grande mobilização que exija uma constituinte livre e soberana.




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