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PARALISAÇÃO NACIONAL

Argentina: paralisação nacional cancela vôos da Latam e Aerolíneas

segunda-feira 25 de junho| Edição do dia

Imagem: Aeroporto de Buenos Aires

As companhias aéreas Latam e Aerolíneas Argentinas cancelaram os voos desta segunda-feira com origem e destino em aeroportos da Argentina devido à greve de transportes contra o presidente Mauricio Macri, que vem aplicando um grande ajuste contra os trabalhadores.

A paralisação de 24h é uma medida de pressão dos sindicatos ao governo devido ao aumento de tarifas públicas, à inflação e à desvalorização do peso, que perdeu mais de 30% de seu valor desde abril passado. As agrupações de trabalhadores classistas e do sindicalismo combativo denunciam que as principais centrais sindicais, como a CGT, convocaram uma paralisação "domingueira" sem assembleias de base, e que é necessário que a paralisação seja um ponto de partida a um plano de luta sério contra o governo.

Não haverá voos domésticos na Argentina. No caso das viagens internacionais da Latam, estão cancelados voos de São Paulo, Rio, Brasília e Recife para Buenos Aires e da capital paulista para Rosario, Córdoba e Tucumán.

Já a Aerolíneas Argentinas não voará de Buenos Aires para São Paulo, Rio, Porto Alegre e Curitiba.

Veja ao vivo a paralisação nacional argentina, pela rede de diários internacional La Izquierda Diario

No marco dessa convocatória, Claudio Dellecarbonara, representante do sindicato dos trabalhadores do Metrô de Buenos Aires, afirmou que "sobram razões para realizarmos uma paralisação contundente. O Governo e seu pacto com o FMI declararam guerra aos trabalhadores, o que implicará em arrocho salarial, mais tarifazos, milhares de demitidos no Estado e na iniciativa privada e um ajuste nas já destruídas saúde e educação pública".

O dirigente sindical também afirmou que: "está claro que com uma medida isolada e ’domingueira’ não vamos conseguir derrotar esse plano de ajuste. A direção da CGT, que aceitou negociações prejudiciais aos trabalhadores não quer enfrentar de maneira séria este ataque. O que faz falta é uma paralisação ativo, com mobilizações em todo o país, que sejam o início de um verdadeiro plano de luta para derrotar os planos do Governo do FMI".

A principal figura da esquerda argentina, Nicolás del Caño (PTS/FIT), disse que "nos manifestamos para que esta paralisação seja um verdadeiro ponto de parida a um plano de luta contra os ajustes do governo, para a reabertura das datas-base, o fim dos tarifaços contra a população, coisa que a CGT [burocracia sindical] não defende"

Essa contundente paralisação nacional tem todo o apoio dos trabalhadores no Brasil, que passam por draconianas medidas de ajuste do governo golpista de Temer, que teve seu caminho preparado pelos ajustes do governo Dilma Rousseff e do PT. Um triunfo dos trabalhadores na Argentina fortalecerá a luta da classe trabalhadora brasileira contra a direita, os golpistas e os empresários.




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