Gênero e sexualidade

DIREITO AO ABORTO

Argentina: morre a bebê nascida de cesariana forçada em menina vítima de estupro

A mãe, uma menina de 12 anos, havia sido impedida de fazer um aborto pelo governo da província de Jujuy. O aborto nesse caso seria permitido pela lei, já que a gravidez era de risco e fruto de estupro.

quinta-feira 24 de janeiro| Edição do dia

A direção do hospital infantil “Dr. Héctor Quintana” informou o falecimento da bebê. Havia nascido com 24 semanas de gestação e pela decisão do governo da província de Jujuy, que acatou a postura dos setores “pró-vida”, descumprindo as leis e protocolos correspondentes.

A morte da bebê que fizeram nascer com 24 semanas de gestação era algo muito provável, como alertaram diferentes especialistas devido ao fato de que o que teria correspondido era uma interrupção legal da gravidez, tal como havia sido solicitado pela família da menina menor de idade.

No entanto, o governo da província através de seu secretário da saúde “pró-vida” e de seu governador, Gerardo Morales, chegaram a mentir para justificar o descumprimento de leis e protocolos que indicavam que os médicos deveriam proceder com uma interrupção legal da gravidez.

Pelo contrário, o governador de Jujuy, eufórico na mesa de Mirtha Legrand [apresentadora de TV argentina], acompanhado pelo secretário da Saúde da Nação, Adolfo Rubinstein, no último sábado se vangloriava por ter “salvado as duas vidas” e, inclusive, adiantou que havia uma “família importante” disposta a adotar a bebê.

Toda essa trama de perversão do governo, dos funcionários, deputados e senadores nacionais “pró-vida” só pode se explicar pelo aval que é dado a uma instituição obscurantista como a Igreja; incluindo o próprio bispo de Jujuy, que desde o Vaticano deu a ordem de preservar as “duas vidas” frente ao caso de estupro da menina de apenas 12 anos.

Desde o movimento de mulheres é preciso preparar ações em resposta ao governo e à Igreja, porque como afirma a agrupação de mulheres Pão e Rosas, “o direito ao aborto legal, seguro e gratuito é uma luta que continua e que só pode se conquistar nas ruas.”




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