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Argentina: metade dos menores de 14 anos são pobres

Segundo dados que o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) mostrou ontem, 38,6% da população entre 15 e 29 anos não cobre a renda mínima de bens e serviços segundo a qual a linha de pobreza é definida.

Meke Paradela

@mekepa

sexta-feira 30 de setembro| Edição do dia

Além disso, segundo dados que o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) mostrou ontem, 38,6% da população entre 15 e 29 anos não cobre a renda mínima de bens e serviços segundo a qual a linha de pobreza é definida. Esses dados correspondem ao segundo trimestre do ano e o estudo que revelou essa realidade não era realizado há 3 anos.

Cynthia Pok, diretora do Inquérito Domiciliar Permanente (EPH, em espanhol) declarou que “na faixa de 15 a 29 anos, a taxa de emprego dos pobres é de 26.9% e a dos não-pobres chega a 50.4%, os jovens são afetados por taxas de desemprego mais altas que o resto da população”.

De sua parte, a diretora do Programa de Proteção Social do Centro de Implementação de Políticas Públicas para a Equidade e o Crescimento (CIPPEC), Gala Díaz Langou, este "é um dado que deveria preocupar a todos e que deveria colocar as crianças no ponto mais alto da agenda de governo. Não podemos permitir que as crianças vivam nessas condições por uma questão ética e por uma questão estratégica, estamos hipotecando o futuro".

A combinação da mentira da “pobreza zero” repetida até cansar pelo kirchnerismo com as declarações de Aníbal Fernández dizendo que o país tinha “menos pobreza que a Alemanha” juntamente com as políticas implementadas pelo macrismo através de demissões e aumentos de impostos, que beneficiaram aos grandes empresários e proprietários de terra em detrimento dos setores mais populares, levaram a que essa porcentagem represente a 2.850.900 meninos e meninas dos 6.011.421 que vivem nas 31 áreas urbanas pesquisadas pelo INDEC, uma vez que 22,1% da população total pesquisada são crianças entre 0 e 14 anos.




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