Política

1º DE MAIO

Argentina - Frente de Esquerda: veja discursos de Nicolás del Caño do PTS e do PO, IS e MST

O ato contou com os discursos de Nicolás del Caño do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), que publicamos vídeo legendado, além de Romina del Plá do Partido Obrero (PO, Partido Operário), Celeste Fierro do Movimento Socialista dos Trabalhadores (MST) e Juan Carlos Giordano da Izquierda Socialista (IS), que colocamos uma síntese em português e vídeos.

domingo 3 de maio| Edição do dia

Nicolás del Caño do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS)

Veja o vídeo legendado da intervenção completa:

Em seu discurso o deputado federal pelo PTS começou denunciando a responsabilidade do grande capital e dos Estados diante da pandemia mundial “O covid 19 não chegou como uma espécie de castigo da natureza. Tem profundas raíces sociais e políticas. Havia advertências que um virus deste tipo poderia se colocar. No entanto, não tomaram nenhuma medida preventiva, ao contrario. Os capitalistas e seus governos vem destruindo os sistemas de saúde pública em quase todos os países do mundo”

Também se referiu às lutas que vem dando a classe trabalhadora neste marco: “Nesta situação difícil, com confinamento, já vemos as primeiras batalhas que está dando a classe trabalhadora. Por exemplo, nos EUA, em empresas como Amazon, como Wal Mart e muitas outras, e principalmente nos hospitais.

Em relação à Argentina, criticou a política do governo de Alberto Fernandez: “Como viemos dizendo desde março, a quarentena foi feita “sem GPS”, pois foi sem fazer testes massivos para localizar os portadores do covid assintomáticos do vírus e assim conter melhor os contágios”.

Além disso, afirmou que “as patronais estão aproveitando a crise para impor a reforma trabalhista de fato. Mas não fazem isso sozinhas. Os dirigentes da CGT sairam de sua “quarentena eterna” para dar luz verde para as suspensões com rebaixamento salarial”.

Romina del Plá (PO - Partido Operário)

Romina Del Plá assinalou, em uma das suas primeiras definições, que “este aniversário do 1º de maio, Dia internacional da classe operária, encontra o mundo em uma crise de características históricas. Esta pandemia coloca claramente a incompatibilidade do sistema capitalista com a proteção da saúde e da vida dos trabalhadores e a população do mundo inteiro”.

A deputada federal do PO também disse que “vemos que enquanto se expandem os milhões de afetados pelo covid 19, as centenas de milhares de mortos, temos também uma onda de demissões e de rebaixamento dos salários que percorrem o mundo, porque os capitalistas tratam de descarregar a crise sobre todos nós. Já ninguém duvida de que vamos a uma crise de características da de 29, que levou a uma década de revoluções e contrarevoluções e terminou na segunda guerra mundial”.

Em relação à Argentina, Del Plá também assinalou que a crise colocou de maneira clara “a importância e a vigência do programa da Frente de Esquerda”, com medidas como o não pagamento da dívida, a nacionalização do sistema bancário ou nacionalizar a indústria petroleira, entre outras medidas de saída para a crise.

A dirigente do PO também assinalou como uma importante conclusão da necessidade da “organização independente para intervir nesta situação, porque contrastaram isso com o Pacto Social que se colocou para freiar qualquer protesto. Defendemos a intervenção independente dos trabalhadores e convocamos a intervir reforçando nossa independência de classe”.

Celeste Fierro (Movimento Socialista de los Trabajadores, corrente irmã da Alternativa Socialista-PSOL no Brasil)

Celeste Fierro, dirigente do MST, destacou que “a crise que estava se desenvolvendo deu um grande salto com essa pandemia. Milhões no mundo todo estão começando a questionar os fundamentos desse sistema completamente desigual.”

Também denunciou que "o imperialismo orienta toda a sua política para que esta crise seja paga pelas e pelos trabalhadores. Ao contrário daqueles que querem que acreditemos que o problema é neoliberalismo, dizemos que o verdadeiro vírus é o sistema capitalista".

No nível nacional, denunciou que "apesar das medidas cosméticas e do duplo discurso, o governo também não toma as medidas de que os trabalhadores e as maiorias populares precisam", assim como mantém o pagamento da dívida pública.
Também apontou que “no ritmo da pandemia, vemos como avançam as demissões, suspensões e cortes de salários Que são acordadas entre as patronais, a CGT [maior central sindical argentina, NdT], o governo e que Larreta [prefeito de Buenos Aires, NdT], Schiaretti [Governador de Córdoba, NdT], Perotti [Governador de Santa Fé, NdT] e os diferentes governadores também querem levar adiante."

Juan Carlos Giordano (Izquierda Socialista, corrente irmã da CST-PSOL no Brasil)

O dirigente da Izquierda Socialista apontou que “a única coisa que pensam o capitalismo e o imperialismo é salvar os lucros dos bancos e das multinacionais. Injetam milhões de dólares para salvá-los, enquanto os trabalhadores sofrem a pandemia com rebaixamento de salários, demissões e mais pobreza.”

Ele também denunciou que “as causas da pandemia são encontradas na destruição ambiental, no amontoamento, na fome e na pobreza a que eles submetem bilhões no mundo. Capitalismo é isso. Nós lutamos contra isso."

Giordano também indicou que "na Argentina temos um governo que diz priorizar a saúde, mas não responde aos trabalhadores de hospitais que exigem suprimentos, proteção, testes. Os comitês em que participam estão na primeira fila no combate à pandemia".

No final, após o discurso de encerramento de Nicolás del Caño, foi apresentado um vídeo emocional no qual os artistas que apoiam a Frente Esquerda-Unidade apresentaram uma bela versão da Internacional.




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