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Argentina: Estudantes são voluntários com trabalhadoras têxteis que produzem máscaras

A iniciativa foi proposta pela presidência do centro de humanidades da UNCo (Universidade Nacional de Comahue), com um convite aberto para que os estudantes se disponibilizassem à enfrentar a pandemia. E vem ocorrendo na fábrica têxtil, sob a gestão de trabalhadores "Traful Newen", que está produzindo máscaras.

terça-feira 28 de abril| Edição do dia

Em iniciativa que começou no sábado, 4 de abril, a presidência da CEHUMA (Centro de Estudantes de Humanidades), juntamente com os alunos que se inscreveram on-line, tomando todas as precauções sanitárias, teve uma jornada de trabalho ao lado das trabalhadoras que decidiram em assembléia reorientar sua produção para fabricar máscaras e outros materiais de prevenção. Karla Tiersen, presidenta do Centro de Estudantes, acrescentou: “A velocidade com que os trabalhadores tomaram a decisão de reorientar sua produção contrasta com a especulação miserável dos grandes empresários, que, pelo contrário, aproveitam a crise para demitir e pensam apenas em seus ganhos. Imagine se isso se estendesse às empresas mais importantes do mundo para enfrentar a pandemia, com todo o desenvolvimento da ciência e tecnologia existente no século XXI, que se os grandes laboratórios reorientem suas pesquisas para investigar vacinas, o setor automotivo para produzir respiradores, muitas mortes poderiam ser evitadas.

Além disso, Karla Tiersen disse: “Embora planejemos multiplicar a colaboração como voluntários, estamos solicitando às autoridades da Universidade Nacional de Comahue que estabeleçam um plano de treinamento para aqueles que desejam colaborar ativamente. O restaurante universitário está agora fechado e 600 refeições por dia podiam ser concedidas para estudantes que perderam o emprego e para todas as famílias que precisam, podendo fortalecer seu sistema imunológico.

Outra coisa mais, se os laboratórios, que em "tempos normais" funcionam para realizar estudos com as empresas petrolíferas, poderiam ser utilizados para realizar testes em massa. Agora é a hora de colocar todos os recursos e capacidade humana disponíveis para enfrentar a crise econômica e sanitária que já atinge especialmente a população mais vulnerável. Os governos obviamente não pensam nisso porque decidem beneficiar os lucros capitalistas, como o governo nacional recuou na ideia de nacionalizar o sistema de saúde, a pedido de representantes da medicina privada."

Essa ação de unidade e solidariedade operária-estudantil foi compartilhada por Raúl Godoy, operário de Zanon - Fábrica Sem Patrões, em sua conta de Instagram com os dizeres: “Na #TextilNeuquen, coordenando ações e demandas. As Gestões de Trabalhadores unidas em uma única luta e planificando à nível nacional com o @madygraf e muito mais. Nós enfrentamos a pandemia, governos e burocracias.

É um enorme orgulho encontrar colaboração com voluntários @cehumaunco. A unidade dos trabalhadores estudantis … Não é discurso!




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