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ARGENTINA: PARALISAÇÃO CONTRA O FMI

Argentina: Congresso Nacional votará o Orçamento do FMI amanhã

A Frente de Esquerda e setores antiburocráticos do movimento operário exigem da CGT e das Centrais Sindicais que convoquem uma paralisação nacional ativa. Somente alguns sindicatos opositores vão paralisar e se mobilizar.

terça-feira 23 de outubro| Edição do dia

Tradução cartaz: Derrotemos os ajustes de Macri, dos governadores, e do FMI / Exijamos uma paralisação nacional ativa / Todas e todos ao Congresso nesse 24/10

O governo nacional aposta em conseguir votar o Orçamento 2019 amanhã, dia 24. O objetivo do oficialismo é conquistar a meia sanção antes desta sexta-feira, quando se reunirá com o FMI para debater o acordo construído entre o ministro Nicolás Dujovne e Christine Lagarde. Evidentemente, o objetivo é dar um sinal aos chamados “mercados” de que avançam no sentido do ajuste.

O projeto enviado pelo oficialismo ao Congresso Nacional busca legalizar um enorme corte do chamado gasto público, para garantir o pagamento da dívica pública. 600 bilhões de pesos serão pagos aos juros da dívida, 50% mais que no orçamento anterior. Ou seja, trata-se de uma regra projetada para garantir os interesses do grande capital financeiro e dos grandes especuladores internacionais.

Este verdadeiro orçamento do ajuste, além do acordo com o Fundo Monetário Internacional, é respaldado abertamente por um setor do peronismo. Para além das críticas discursivas, existe apoio tanto com pautar o projeto, como aprová-lo.

Por um lado, o Bloco Judicialista e os governadores tem anunciado que formariam córum para debater o projeto, e um setor importante deste espaço votaria favoravelmente. Além disso, 18 mandatários provinciais acordaram a assinatura da chamada adenda ao Conselho Fiscal que tem, entre seus objetivos, garantir a aprovação da chamada lei das leis. A enorme maioria dos mesmos são parte do peronismo.

Frente a este ataque diferentes setores vêm anunciando que farão mobilizações e, além disso, paralisações em alguns sindicatos. Algumas organizações sindicais já chamaram a paralisar e se mobilizar no dia que se paute este projeto. Entre eles CTERA (professores), CONADU (universitarios) y ATE (servidores públicos).

O sindicalismo combativo e a Frente de Esquerda têm insistido desde o primeiro dia na necessidade de convocar uma paralisação nacional e mobilizações massivas na Cidade de Buenos Aires e em todo o país para derrotar este ataque.

Em oposição a isso, a direção da CGT até agora não anunciou o chamado a uma paralisação nacional, nem mobilizações no dia que o projeto será tratado na Câmara Baixa. A CGT chamou uma paralisação no mês de novembro, ou seja, quando essa votação já tenha passado. Eles poderiam paralisar o país para que centenas de milhares pudessem se mobilizar: com esta força nas ruas, o orçamento do FMI não passaria.

Do setor dissidente agrupado na Frente Sindical para o Modelo Nacional, um setor anunciou que convocará a paralisação e mobilização. A direção de caminhoneiros anunciou que vão se mobilizar, mas até agora não convocaram uma paralisação nacional, uma medida de força que poderia golpear fortemente a situação.

Pelo contrário, colocaram seus esforços essencialmente na preparação da concentração de Lujan, onde não existiu menção alguma sobre se mobilizar e paralisar contra o orçamento.

A esquerda e o sindicalismo combativo estarão neste 24, o dia em que se pautará o orçamento, rodeando o Congresso e exigirão das direções sindicais que neste dia convoquem uma paralisação geral ativa.




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