Gênero e sexualidade

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Arábia Saudita e a opressão olímpica contra a mulher

Quatro mulheres irão competir nos jogos Rio 2016, por exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI), apesar da forte opressão que sofrem as mulheres desse país do Oriente.

quarta-feira 3 de agosto| Edição do dia

Quatro mulheres sauditas irão competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O fato ocorreu depois que o Comitê Olímpico Internacional ameaçar a Arábia Saudita de sancioná-la por não cumprir a Carta Olímpica, a qual especifica que a delegação de cada país deve contar com uma mulher ao menos.

Diante dessa possibilidade, nos jogos olímpicos de Londres duas mulheres sauditas competiram pela primeira vez na historia: Sarah Attar, que correu os 800 metros e a judoca Wojdan Shaherkani.

Nesse sentido, as autoridades sauditas estabeleceram três condições para aprovar a participação das esportistas: que usassem roupas de acordo com a religião, que o marido de cada uma aprovasse sua presença nos jogos e que não tivessem contato com outros homens. O Comitê Olímpico se comprometeu a respeitar essa imposições: “ Vamos continuar atuando de acordo com as leis governamentais e religiosas. Sob nenhuma circunstância iremos descumpri-las (...), as atletas sauditas participarão dos jogos em total cumprimento das normas religiosas”, segundo foi informado pela Agência Alemã de Imprensa (DPA).

As Normas religiosas na Arábia Saudita (uma monarquia regida sob a lei islâmica) não permitem que as mulheres pratiquem esportes e, portanto, participem de eventos classificatórios. Por isso a única maneira para que possam competir nos Jogos Olímpicos é através de um convite da COI, que foi enviado ao Comitê Olímpico Saudita.

A equipe feminina saudita está formada por Sarah Attar, que voltará no auge dos esportes, depois de sua participação em Londres 2012; a esgrimista Lubna al-Amir; a judoca Jud Fahmi (na categoria até 52 kg); e a velocista Kariman Abul-Jadayil, que correrá os 100 metros.

Tradução: Cassius Vinicius




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