Gênero e sexualidade

FEMINICÍDIO NO INTERIOR DE SP

Após registrar queixa na polícia, trabalhadora rural é morta pelo marido com três tiros

terça-feira 21 de novembro| Edição do dia

A trabalhadora rural Alexandra de Oliveira, de 40 anos, foi assassinada em uma emboscada montada pelo marido em uma estrada rural na manhã desta segunda-feira, 20, em São Pedro do Turvo, município a 360 quilômetros de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, Alexandra estava indo trabalhar e encontrou diversos galhos bloqueando sua passagem em uma estrada rural. Então, teve de parar o carro para retirá-los e seguir viagem. Segundo as autoridades, nesse momento o marido da vítima, Antônio Carlos da Silva, teria aparecido e atirado três vezes contra ela, que morreu no local.

Ainda segundo a polícia, Silva não teria aceitado o fim do relacionamento, que durou 15 anos. Em 13 de novembro, Alexandra havia ido à delegacia da cidade para registrar boletim de ocorrência por ameaça e violência doméstica. Silva está foragido e deve responder por crime de feminicídio.

Em 2016, o Brasil teve o maior número de mortes violentas de sua história: 61.619. Os dados foram revelados pelo 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Também houve piora em índices de criminalidade, roubo, furto de veículos e estupro.

O projeto Relógio da Violência, do Instituto Maria da Penha, estima que uma mulher sofre violência física ou verbal a cada dois segundos no Brasil. O número é baseado em um levantamento realizado do Instituto Datafolha em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O caso de Alexandra é emblemático de como o Estado é conivente e responsável pela violência contra as mulheres. As queixas e Boletins de Ocorrência se acumulam nas delegacias enquanto as mulheres seguem sendo brutalmente assassinadas ou espancadas por seus maridos, ex-maridos, namorados etc.




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