Política

GOVERNO BOLSONARO

Após omissão Bolsonaro fala sobre vazamentos e tenta defender Moro

Nesta quinta (13) Bolsonaro comentou pela primeira vez o vazamento das conversas entre Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e MPF. O presidente tentou defender o legado golpista que Moro criou ao longo dos anos na operação Lava Jato.

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

Ao longo da semana Bolsonaro evitou comentar sobre o tema e na última terça chegou a encerrar uma entrevista ao ser questionado sobre o caso. Hoje o presidente fez tentativas de manter a imagem de Moro imaculada. Segundo o presidente, o que Moro fez pelo país “não tem preço”, “Ele botou para fora as vísceras do poder. A promiscuidade do poder no tocante à corrupção (…). Ele faz parte da história do Brasil”.

Em entrevista Bolsonaro afirmou: “Vazou. Se vazar o meu aqui tem muita brincadeira que faço com colegas ali que vão me chamar de novo de tudo aquilo que me chamavam durante a campanha. Houve uma quebra criminosa, uma invasão criminosa”, disse após cerimônia no Palácio do Planalto.

Bolsonaro, assim como a Lava Jato, tentam agora o discurso de questionar a veracidade das mensagens, a fito de tentar salvar a imagem da operação golpista, que por sua vez possui laços profundos com os interesses do imperialismo americano, como foi apontado aqui no Esquerda Diário.

Ao ser questionado se seria normal a troca de mensagens entre um juiz federal e um procurador sobre operações em andamento, precisou recorrer a um “argumento” apelativo: “Normal é conversa de doleiro com bandidos, com corruptos. Isso é normal? ”. O presidente disse também que as provas que levaram à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não foram forjadas”.

A prisão arbitrária de Lula, foi mais um capítulo do golpe institucional, encabeçado pela Lava Jato e que se desenvolveu nas eleições manipuladas que elegeram Bolsonaro com apoio do judiciário golpista e do STF, uma operação politicamente interessada, para impor um governo mais favorável aos interesses capitalistas, com ajustes neoliberais e subordinação aos EUA.

É necessário combater à Lava Jato como parte de combater o imperialismo. Sem combater à Lava Jato não há independência política da classe trabalhadora. Também é necessário mostrar como o combate à corrupção não passa pelas mãos de juízes privilegiados e politicamente interessados, mas pela eleição de todos os juízes e procuradores, revogáveis a qualquer momento, e que estes ganhem o mesmo que uma professora e imponha que todos julgamentos de corrupção se façam por júri popular. A corrupção é inerente ao capitalismo, portanto, a resposta a ela passará por um programa anticapitalista.




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