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Após o corte de verbas, UNIFESP de São José dos Campos ameaça suspender as aulas

sábado 11 de junho de 2016| Edição do dia

A direção da UNIFESP de São José dos Campos ameaça suspender as aulas a partir de agosto, se a verba de custeio do Parque Tecnológico, inaugurado em 2014, não seja recomposta. Segundo o diretor do campus universitário Luiz Leduíno de Salles Neto, o governo federal reduziu o orçamento da UNIFESP, que tem seis unidades no Estado, em 20%, o que afeta o caixa da instituição.

O orçamento de cerca de 50 milhões, que foi aprovado para agosto de 2016, teria caído para 41 milhões, o que afetaria as atividades da instituição a partir do segundo semestre. ‘’Não teremos dinheiro para pagar contas básicas, como água e energia elétrica, o que impede o funcionamento do campus. A UNIFESP passou pela mesma situação no ano passado, quando os cortes ameaçaram suspender as atividades universitárias. Naquela ocasião, o campus de São José dos Campos chegou a atrasar o pagamento de contas de janeiro e fevereiro.

O que está acontecendo na UNIFESP de São José dos Campos é fruto da crise econômica capitalista que atinge o país e que está fazendo a educação publica pagar por esta conta. É conseqüências dos cortes na educação que começou com o governo de Dilma e agora com o governo golpista de Michel Temer a promessa é que aumente e que se aplique mais rapidamente do que governo anterior estava aplicando.

Estes cortes não se restringem apenas no âmbito federal, pois os governos estaduais continuam na sua sanha para atacar a educação. Em São Paulo, o governo tucano de Geraldo Alckmin cortou a verba das universidades estaduais paulista e além de acelerar o processo de sucateamento da rede publica estadual de ensino. No Rio de Janeiro, Goiás e outros estados do Brasil os governos seguem o mesmo caminho em relação aos ataques contra a educação.

Quem tem que pagar pela crise econômica capitalista que está atingindo as universidades são os grandes empresários e banqueiros, como os de São José dos Campos, que mesmo com a crise econômica estão aumentando cada vez mais a sua taxa de lucro e a burocracia acadêmica que é sustentada por seus super-salários. Pra conseguir fazer com que os ricos paguem pela atual crise capitalista que o país está passando é preciso unificar as lutas pela educação que estão em curso e seguir rumo a uma greve geral que derrube o governo golpista de Temer e lute contra os ajustes de todos os governos.

A saída pra atual crise política e econômica é uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana imposta pela mobilização dos trabalhadores e demais setores populares da sociedade. Uma assembléia constituinte capaz de fazer com que os trabalhadores e a juventude decidam sobre os rumos da educação no país.




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