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REFORMA TRABALHISTA

Após mobilização dos trabalhadores, GM recua em Gravataí

Nesta sexta-feira (01) a direção da General Motors (GM) no Brasil comunicou aos funcionários da fábrica de Gravataí (RS), que desistiu das 21 reivindicações que havia feito no início da semana que atacava os direitos do trabalhadores. A nota foi divulgada após manifestação que trabalhadores da fábrica realizaram na última terça-feira.

sábado 2 de fevereiro| Edição do dia

Nesta sexta-feira (01) a direção da General Motors (GM) no Brasil comunicou aos funcionários da fábrica de Gravataí (RS), que desistiu das 21 reivindicações que havia feito no início da semana que atacava os direitos do trabalhadores. Os ataques que a empresa desejava aplicar, teria o objetivo de reduzir custos trabalhistas, como diminuição do piso salarial para novos trabalhadores, mudanças na jornada de trabalho e nas participações em resultados.

A desistência foi anunciada após trabalhadores terem feito uma manifestação na última terça-feira (29), onde ocorreu uma assembléia e um ato que resultou em um trancaço da fábrica em Gravataí. Os trabalhadores se manifestaram e mostraram seu repúdio a esse brutal ataque que também visa em reduzir suas contribuições para previdência e plano médico, implementar o trabalho intermitente por acordo individual, e escalas de 12 por 36 horas, entre outros ataques. Percebe-se que a reforma trabalhista, ao contrário de fomentar a geração de empregos, como argumentava cinicamente seus defensores, na realidade serve para os patrões extraírem o máximo de mais-valia de seus funcionários, assim diminuindo o número de postos de trabalho e novas contratações.

A multibilionária empresa automobilística quer sangrar os trabalhadores do Brasil e tem o presidente Jair Bolsonaro como um grande aliado que declarou em sua campanha que “o trabalhador vai ter que escolher: mais empregos sem direitos, ou todos os direitos sem nenhum emprego.” A GM opera duas fábricas no estado de São Paulo que também estarão sujeitas a esses ataques e precisam seguir o exemplo dos trabalhadores da fábrica de Gravataí e começar a mobilização.

A organização da luta dos trabalhadores em todo o país torna-se urgente. Nenhuma negociação com os patrões que não esteja ligada a mobilização efetiva da base, com um plano de lutas baseado nos métodos históricos da nossa classe será capaz de derrotar esses ataques. Denunciamos a paralisia das centrais sindicais, que traíram a luta contra a reforma trabalhista em 2017 e que hoje mantém uma trégua com o governo e os capitalistas que se preparam para atacar com força a classe trabalhadora e os mínimos direitos que temos. Precisamos nos organizar para tomar os sindicatos em nossas mãos, contra a burocracia, para enfrentarmos os patrões e o governo.




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