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Após milhares de erros nas notas do ENEM, site do SISU apresenta novas falhas nas inscrições

Depois de milhares de estudantes afetados pelos erros nas correções da prova, Weintraub mantém inscrições no SISU e site apresenta "erro inesperado" para estudantes durante inscrições.

terça-feira 21 de janeiro| Edição do dia

As inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2020 estão abertas, pela internet, desde o início da madrugada desta terça-feira, 21. Os estudantes têm até as 23h59 (no horário de Brasília) do domingo, 26, para acessar o sistema. O prazo se encerraria na sexta-feira, 24, mas foi prorrogado pelo Ministério da Educação (MEC) por causa dos erros nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Na manhã desta terça, candidatos relataram nas redes sociais lentidão e falhas para se inscrever no sistema. Alguns publicaram "prints" de uma mensagem que apontava um "erro inesperado" e pedia para que eles tentassem se inscrever mais tarde. Outros estudantes fazem piadas com a situação dramática da tentativa de inscrição no site.

Às 9h, o Sisu era o tema mais comentado do Twitter no País. Até a publicação desta matéria, o MEC ainda não havia se manifestado sobre os supostos problemas.

Saiba mais: Sem se importar com estudantes prejudicados pelo MEC, Weintraub mantém datas do SISU

Em sua conta no Twitter, o ministro Abraham Weintraub publicou um vídeo em que afirma que "o Sisu está funcionando normalmente" e que cerca de 500 mil inscrições já haviam sido feitas.

Depois do escândalo que tomou as provas do ENEM, erros na correção das provas do prejudicaram no mínimo alguns milhares de estudantes, denunciando que claramente não são uma prioridade para o MEC de Weintraub e para o Inep, que aplica a prova.

Com um prazo relâmpago para requererem ajuste de suas notas, estudantes agora seguem na saga por uma vaga na universidade. Weintraub, que afirmou "que este seria o melhor ENEM de todos os anos", se referindo ao "aparelhamento de esquerda" das provas, segue seus ataques contra a educação e contra a juventude que já mostrou nas ruas o rechaço às suas políticas privatistas das universidades e de destruição da pesquisa no Brasil.

Veja também: Estudante sofre ataque cardíaco e morre ao fazer a prova do ENEM

Este ano serão 237.128 vagas em 128 instituições de ensino superior públicas, sendo que foram quase 4 milhões de jovens realizando a prova, ou seja grande parte ficará de fora do ensino superior. O vestibular é um verdadeiro filtro social, que impõe que milhares de jovens fiquem de fora das universidades, sob a mentira de que é "impossível" garantir educação gratuita e de qualidade para todos. Enquanto isso, o governo segue suas com pacotes de ajustes e privatizações em nome do pagamento da dívida pública que coloca no bolso dos banqueiros o dinheiro que deveria ser destinado aos serviços públicos.

Relembre: Enem 2019 escancara elitismo nas universidades: lutemos pelo fim do vestibular

Os estudantes, ao lado dos trabalhadores, devem lutar não somente em defesa da universidade, mas também pelo fim do vestibular, garantindo que todos os jovens e trabalhadores possam ingressar nas universidades públicas.

Informações de Agência Estado




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