Internacional

IMPERIALISMO DE ISRAEL

Após massacrar palestinos, parlamento de Israel agora propõe "cidade só para judeus"

Depois de muitos massacres contra o povo palestino o Estado de Israel agora discute criar uma cidade que exclua imigrantes e não judeus.

sexta-feira 13 de julho| Edição do dia

O preceito que o congresso israelense quer aprovar prevê que “o Estado possa autorizar que uma comunidade de pessoas que tenham a mesma religião ou identidade nacional mantenha seu caráter de assentamento separado”. Ari Dichter, deputado do Likud, mesmo partido que primeiro-ministro Benjamim Netanyahu declarou que quer “tornar possível que uma população sionista possa viver sem ter ao seu lado habitantes que não estão dispostos a defender as fronteiras do país”.
A medida de exclusão que o imperialismo israelense pretende afetar profundamente as populações imigrantes do próprio estado de Israel. Os árabes israelenses – palestinos que permaneceram em Israel após sua criação, em 1948 –, constituem quase um quinto dos 8,5 milhões de habitantes do país.

Segundo noticiado pelo Jornal El País, Eyal Zandberg, membro da equipe do procurador-geral, deu declarações que explicitam quais são as implicações da medida de Israel criar uma cidade a parte. Ao jornal Haaretzque ele disse que a norma representava uma “clara discriminação”: “Os habitantes das comunidades agora poderão pendurar o cartaz de ‘Proibida a entrada de não judeus’.

Leia Mais: Mais três palestinos mortos e mais de 300 feridos se somam à lista de crimes de Israel

Segundo noticiado pelo Jornal El País, Israel, criado há mais de 60 anos ainda não tem uma constituição definida. O Governo de Netanyahu, a coalizão de seis partidos considerada como a mais direitista da história do Estado judaico, pretende impulsionar uma norma no período legislativo que termina neste mês. A Lei do Estado-Nação, com status de poder constitucional, declara Israel como “o lar nacional do povo judaico” ,o escudo nacional da menorá (candelabro de sete braços) e o reconhecimento do ilegítimo status de Jerusalém como capital.

Junto a proposta de cidades só para judeus, inclui-se a proclamação do hebraico como única língua oficial – enquanto o árabe fica rebaixado ao nível de língua com tratamento especial – e que a lei religiosa judaica, impondo a não separação entre a igreja e o estado, supra os princípios gerais do direito em caso de lacuna jurídica.

Leia Mais: Abaixo o massacre na Palestina!

O Estado de Israel vem em uma forte jornada de massacres contra o povo palestino. Somente no mês de maio e abril quando manifestações tomaram conta da fronteira entre a Palestina e Israel foram 59 palestinos mortos e mais de 2 mil ficaram feridos. Recentemente foi aprovada uma proposta de lei que criminaliza quem filme, fotografe e/ou grave soldados israelenses. Isso não é de hoje, desde a constituição do Estado de Israel em 1948 eles vem oprimindo esse povo, e se consolidando como o polo imperialista do oriente médio.




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