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ELEIÇÕES 2018

Após incitar ódio contra minorias, Bolsonaro se revolta ao ser chamado de fascista

quarta-feira 24 de outubro| Edição do dia

Imagem: AFP

Depois de diversos ataques de seguidores de Jair Bolsonaro contra aqueles que são seus opositores, morte do capoeirista na Bahia, estudante da UFPR sendo estuprada dentro do centro acadêmico por ser contrário ao candidato reacionária e inúmeras suásticas aparecendo em universidades, Bolsonaro questiona no seu Twitter ’’Chamaram nossos apoiadores de nazista e nada aconteceu?’’ ’’Chamaram nossos apoiadores, homens, mulheres idosos, pessoas de família, de nazistas a semana inteira e vai ficar por isso mesmo’’.

Este questionamento absurdo de Bolsonaro aconteceu depois do candidato reacionário ter tomado conhecimento de que os cortes em forma de suástica no corpo de jovem que foi atacada na rua, deu indícios de autolesão. Relembrando que o delegado que investiga o caso disse que o simbolo que foi marcado no corpo da menina era simbolo budista e por isso não era de esperar que o inquérito, sem apresentar provas e somente com suposições que não negam a versão da vítima, afirma que a menina tenha se automutilado.

Se apoiando no laudo do ferimento - que não aponta definitivamente nada acerca da autoria do ataque - e tendo a suposta superficialidade dos cortes como evidência, o delegado declarou que a marcação teria sido “automutilação ou feitos de forma consentida”. Segundo ela, teria tido um ataque de panico enquanto era mutilada e segundo a própria defesa teria consentido no momento em que os rapazes a agarraram.

Bolsonaro quer se diferenciar das suásticas que apareceram em diversos lugares ligados diretamente ao seu nome. Na PUC-RIO, na USP, em Campinas e em diversas localidades aonde isso ocorreu. Entretanto, o ódio que incitou contra as minorias tem como efeito direto nos mais de 50 ataques que se espraiaram em diversos casos contra a esquerda, os LGBT´s, as mulheres e os negros.

Justiça, policia civil e diversos setores dos grandes empresários e banqueiros hoje se organizam em torno da candidatura de Jair Bolsonaro. O reacionário se alia em torno de alguns grupos declaradamente nazistas, e uma extrema-direita que é capaz de realizar fatos dos mais brutais. Um exemplo flagrante disso é o homem que assassinou Daniella Perez e deu seu apoio ao candidato do PSL.




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