Gênero e sexualidade

MULHER E MARXISMO

Após grande lançamento, Pão e Rosas chama grupo de estudos "Mulher e a Revolução Russa" na PUC-SP

Na ultima semana o grupo de mulheres Pão e Rosas fez o lançamento do livro com mesmo nome, na PUC-SP. A atividade contou com cerca de 100 pessoas e foi também a abertura para o grupo de estudos “Mulher e a Revolução Russa” que será organizado na Universidade a partir de Outubro.

quarta-feira 13 de setembro| Edição do dia

A atividade de lançamento do livro Pão e Rosas na PUC em São Paulo foi parte de diversas atividades e lançamento que a agrupação de mulheres vem fazendo pelo país. O debate na PUC foi organizado pelo Pão e Rosas e promovido pela APROPUC/NEAM, e Cehal. Entrando em um debate fundamental e candente, que é como acabar com a opressão a mulher, as mesas e grupos de estudos buscam retomar as principais experiências de luta das mulheres, tendo como ponto mais alto as experiências da Revolução Russa expressa no livro da Wend Goldman “Mulher, Estado e Revolução”.

O centro do debate foi justamente a existência de um grande apelo sobre a questão de opressão as mulheres, e uma grande expansão social de mulheres que já não aceitam ser oprimidas. A violência e o abuso já não são tratados como “problemas individuais”, a cada abuso, como os recentes ocorridos no transporte em São Paulo, ganham dimensão política e amplo rechaço. Cada fato coloca a necessidade de lutar contra a violência e opressão, uma vez que é um problema social e intrínseco ao Capitalismo.

Assim justamente retomar as experiências revolucionárias, é retomar também uma visão do feminismo e da luta pelo fim da opressão, casada a luta pelo fim do Capitalismo e pela emancipação geral da humanidade. Isso porque várias correntes do feminismo deixaram de dialogar com a revolução e começaram a assimilar ideologias pós modernas ou diretamente empresariais para tratar o tema.

Trabalhando em cima da ideia de um capitalismo triunfante onde a luta contra a opressão estaria nos marcos de maior integração no capitalismo, em mais cidadania e garantia de direitos sociais. Perdendo o perfil subversivo da luta pela emancipação.

O debate foi realizado por Diana Assunção, Historiadora formada pela PUC–SP, conselheira de base dos trabalhadores da USP e fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas; Beatriz Abramides, do Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social, coordenadora do NEAM- Núcleo de Estudos e Pesquisas em Aprofundamentos Marxistas e Diretora da APROPUCSP; e Vera Vieira, Professora do Curso de História da PUC–SP, Coordenadora do CEHAL- Centro de Estudos de História da América Latina e Caribe-Pós em História e Diretora da APROPUCSP.

Tratou desse tema e muitos outros que devem ser aprofundados pelo grupo de estudos "Mulher e a Revolução Russa", no sentido de retomar o grande sonho pela fim completo das opressões, para que as pessoas possam ser livres. Pautada nessa ideia, há 100 anos os bolcheviques realizaram a maior revolução da história e puderam sonhar, avançaram no direito das mulheres mais do que qualquer pais capitalista.

Legalizaram o aborto, o divorcio, construíram creches e lavanderias públicas para tirar da mulher o fardo do trabalho domestico. Repensaram a educação das crianças, como uma tarefa do Estado e não da mulher, para que as relações familiares fossem pautadas por amor e afeto, e não por obrigações financeiras, opressão e regras morais que transformam a mulher em “escrava do lar”, tirando sua liberdade e sexualidade, uma vez que passa a ser vista apenas como mãe, que deve ser cuidadora, pura, casta e manter toda a família.

Mesmo com todos esses avanços, os bolcheviques ainda diziam que as inovações legais deveriam ser transitória, deveriam paulatinamente sumirem conforme a sociedade avançasse. Conforme se consolidasse uma sociedade comunista onde haveria abundancia e as pessoas fossem completamente livres. Esse sonho ultimo não foi possível realizar, devido a burocratização do estado operário e o ataque a revolução realizado pelos países Capitalistas.

Contudo suas experiências deixaram verdadeiras “armas teóricas” para as gerações futuras. Que hoje podem refletir, debater e pensar como seguir esse grande sonho, nesse sentido que o grupo de estudo vem para debater com as mulheres e homens da PUC, a primeira reunião ocorrerá no dia 03 de Outubro às 18 horas no Pátio da Cruz.




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