Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Após farto recesso, deputados preparam 2ª votação do ataque às nossas aposentadorias

segunda-feira 5 de agosto| Edição do dia

A Câmara deve iniciar as discussões e votar nesta semana a proposta da reforma da Previdência, com 8 sessões do plenário e a proposta como item único para debate.
Deputados que nunca trabalharam na vida e vivem de altos salários e privilégios retomam a agenda da votação da reforma da previdência, que vai fazer com que milhões de trabalhadores, na prática, percam o seu direito à aposentadoria integral.

Esse segunda votação na Câmara se dá num momento após anúncio do maior pacote de privatizações que o Brasil já viu, anunciado pelo ministro Paulo Guedes, e também novos cortes na educação e o novo mercadológico projeto Future-se. Além disso, temos ainda o avanço da MP da carteira verde e amarela, que na prática é uma extensão da reforma trabalhista de Temer e retira ainda mais direitos dos trabalhadores. Tudo isso como parte do avanço das disputas de autoritarismos que ganharam força após aprovação da reforma em primeiro turno na Câmara, e que hoje se desdobra também em repressão, perseguições e censura aos professores, artistas, manifestantes e setores politizados da sociedade.

Enquanto o governo avança contra nossos direitos, a dita oposição parlamentar pensa medidas para retirar pontos específicos da reforma. Seriam ações válidas, se não tivesse justamente sido esses os partidos que, de uma forma ou de outra, também foram parte da aprovação da reforma da previdência. PDT, com 8 parlamentares votando a favor. PSB, com 11 parlamentares. Ambos com figuras que batalharam pela aprovação da reforma. PCdoB e PT, além de terem os governadores que abertamente apoiaram e organizaram apoio à reforma, ainda fazem parte dos mesmos partidos que dirigem CTB e CUT, respectivamente, centrais sindicais que se recusaram a organizar uma luta séria em resposta a esse ataque, e se colocaram juntos às principais centrais sindicais traidoras e abertamente patronais como a Força Sindical e a UGT, que negociaram o futuro dos brasileiros em troca de acordos e negociações que garantissem suas migalhas.

O caminho pra enfrentar o governo do Bolsonaro não vai ser através de conchavos com inimigos dos trabalhadores, mas através da luta, independente, dos trabalhadores. Rodrigo Maia e o centrão são inimigos dos trabalhadores e quando quiserem estarão junto com o Bolsonaro para nos atacar, ao lado de Bolsonaro, Paulo Guedes e Judiciário.




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