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Após demitir professores, reitoria da FMU sucateia currículo dos estudantes e precariza ensino

Após demitir centenas de professores, a reitoria da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) enviou uma carta aos professores em que comunica um “novo modelo acadêmico”, segundo a carta, "mais moderno e adequado ao mercado de trabalho" buscando justificar a brutal redução de carga horária das aulas (sem redução de mensalidade) escancarando a sede de lucro dos tubarões de ensino.

quinta-feira 6 de julho| Edição do dia

Na prática significa uma redução brutal na carga horária das aulas dos alunos (frente a demissão em massa ocorrida na última semana de professores), os alunos do noturno, por exemplo, terão duas horas e quarenta e oito minutos de aula, reduzindo o conteúdo das disciplinas e precarizando o ensino. Na carta, ainda, a reitoria ainda tem a cara de pau de dizer que essa redução é para "prezar pela segurança na locomoção da comunidade", uma vez que os alunos do noturno sairão mais cedo, às 21h48min.

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Os alunos, indignados, sabem que se trata de uma redução de custos da Universidade, após terem sido centenas de professores demitidos nos últimos dias, fazendo com que a comunidade universitária pague com precarização do ensino, demissões, tendo ainda que pagar altíssimas mensalidades para ter um ensino superior que lhe dê emprego no Brasil dos desempregados, e estão organizando um ato, dia 15 de julho, sábado, na Praça da Sé.

Os estudantes não querem redução de carga horária, e essa medida claramente visa apenas o lucro desenfreado dos "tubarões do ensino", pois não haverá redução nas mensalidades pagas pelos cursos. Por entendermos que nossas vidas valem mais do que o lucro deles, o Esquerda Diário defende esta luta pela imediata readmissão dos professores demitidos da FMU e não ao sucateamento do currículo e ensino!

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Veja o evento do Facebook aqui

Chamamos todos a se unirem a esse ato que escancara o ataque brutal que os estudantes da FMU estão sofrendo, pois educação não é mercadoria e sim um direito e nem deveria ser paga.

Diana Assunção, diretora de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP, e Marcella Campos, diretora da APEOESP (sindicato dos professores da rede estadual) e ex-aluna da FMU, prestam sua solidariedade aos professores e alunos da FMU:

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